Produção industrial da Bahia tem alta de 4,3% , diz IBGE

Dados foram divulgados nesta sexta-feira (08)

Em setembro, a produção industrial da Bahia cresceu 4,3% frente ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais. Foi o maior avanço dentre as 15 áreas onde a atividade industrial é investigada mensalmente pelo IBGE e o segundo resultado positivo nessa comparação, além de ter sido o melhor para um mês de setembro desde 2014 (5,4%).

O desempenho da atividade fabril no estado, de agosto para setembro, foi bem superior à média nacional (0,3%) e acompanhou o movimento de alta verificado em 10 dos 15 locais pesquisados. Nesse confronto, os piores resultados vieram da indústria em São Paulo (-1,4%), Amazonas (-1,6%) e Pará (-8,3%).

Apesar do resultado positivo na passagem de agosto para setembro deste ano, frente a setembro de 2018, a produção industrial baiana seguiu em queda (-1,4%). Foi o quarto resultado negativo nessa comparação com o mesmo mês do ano anterior, embora o ritmo de recuo venha diminuindo.

No confronto com setembro de 2018, o desempenho da indústria baiana foi pior que a média nacional (1,1%) e acompanhou as quedas verificadas em 8 dos 15 locais pesquisados. Amazonas (16,7%) e Paraná (7,4%) apresentaram os melhores resultados, enquanto Pernambuco (-7,6%) e Espírito Santo (-14,1%) tiveram os recuos mais intensos.

Com o desempenho do mês de setembro, a produção industrial na Bahia segue em queda no tanto no acumulado no ano de 2019, frente ao mesmo período de 2018 (-2,9%), quanto no acumulado em 12 meses (-1,5%). Em ambos os casos, são resultados abaixo da média nacional (-1,4% tanto no acumulado em 2019 quanto nos 12 meses).

A queda de 1,4% na produção industrial da Bahia, na comparação com setembro de 2018, foi consequência do desempenho negativo tanto da indústria extrativa (-3,3%) quanto da indústria de transformação (-1,3%). Foi também resultado de quedas em 5 dos 11 segmentos da indústria de transformação pesquisados separadamente no estado.

Com os recuos mais expressivo do mês, a fabricação de outros produtos químicos (-17,1%) e a metalurgia (-12,2%) foram também as atividades que mais contribuíram para o desempenho negativo da indústria baiana em geral.

Os dois segmentos apresentam desempenhos distintos em 2019. O setor de outros químicos, que tem o segundo maior peso na estrutura industrial da Bahia, recua há quase um ano: teve a 11ª queda consecutiva em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Já a metalurgia teve a primeira queda depois de dois meses de fortes altas, nos quais havia sido o segmento que mais tinha contribuído positivamente para produção industrial baiana. Mesmo com o resultado negativo de setembro, ainda é o que mais cresce no estado, no acumulado em 2019.

Dentre os seis segmentos da indústria de transformação com alta de produção em setembro, na Bahia, a maior contribuição positiva no resultado geral veio da fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,7%), com destaque para a produção de óleos combustíveis, parafinas, querosene de aviação e gasolina.

O segmento é o que tem mais peso na produção industrial da Bahia e mostrou seu segundo resultado positivo consecutivo, depois de três meses em queda.

A produção de bebidas também foi mais uma vez um destaque positivo, com o maior crescimento na Bahia em setembro 19/setembro 18 (25,3%) e aumento na fabricação de todos os produtos investigados (cerveja/chope, refrigerantes e água mineral).

Em altas seguidas desde dezembro de 2018, a fabricação de bebidas já tem o segundo melhor desempenho da indústria baiana no acumulado neste ano (15,8%).

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