De acusação de estelionato à baixa produção, Vado Malassombrado caminha para posto de pior vereador da Câmara

Vado vem colecionando uma série de polêmicas em seu currículo apesar da curta carreira na política.

Já em seu segundo mandato na Câmara Municipal de Salvador, o vereador Vado Malassombrado, eleito pelo Democratas nesta última eleição com 7.410 votos, vem colecionando uma série de polêmicas em seu currículo apesar da curta carreira na política.

Malassombrado foi retirado de um palanque por seguranças do governo da Bahia, em um evento de entrega de casas para famílias desabrigadas na Baixa do Fiscal, no bairro de Alagados, depois de tentar falar à força e tomar o microfone de um deputado.

Os casos inusitados vão de acusação de estelionato até mesmo um sumiço, quando chegou a ser considerado desaparecido pela Polícia Civil em dezembro do ano passado. O registro foi feito pela família de Malassombrado na Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Em uma entrevista dada ao jornal Correio durante a sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos de 2019, o edil negou na época que tenha sumido. Segundo ele, estava orando e acabou perdendo contato com as pessoas por uma pane no seu celular. Vado foi encontrado nas dunas do Abaeté, no bairro de Itapuã.

Em setembro de 2018, Malassombrado foi acusado de estelionato por ter passado dois cheques supostamente sem fundos no valor de R$ 5 mil, cada, totalizando R$ 10 mil, na compra de um ônibus em 2016. Quem acusou o político foi Adalberto Torres Vilas Boas que, segundo ele contou ao Bahia Notícias, chegou a cobrar a dívida diversas vezes ao democrata. Procurado pelo site, Vado negou.

Outra questão que envolveu o nome do vereador na imprensa foi recente. Em agosto deste ano, o bar Torre do Malassombrado, na Ribeira, de propriedade de um assessor do legislador, teve parte de sua estrutura, que estava irregular, retirada pela prefeitura de Salvador. De acordo com o site BNews, prepostos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) retiraram som, caixas de bebidas e parte da estrutura que estavam no espaço de uma praça, um espaço público.

Vale também destacar a baixa produção legislativa de Vado na Câmara Municipal. Nesta última legislatura, por exemplo, até o momento, apenas seis projetos de lei foram apresentados por ele, sem falar da sua pequena participação nas discussões da Casa. A quantidade dos seus discursos não agrada o seu eleitorado, assim como a sua presença por lá. Malassombrado só é visto em plenário em dias de votação com quórum qualificado.

Em sua biografia no site da Câmara, Vado diz viver atualmente no bairro da Mangueira, na Cidade Baixa, e conta ainda sempre ter morado na região. Apesar disso, o vereador já chegou a ser vaiado enquanto tentava discursar durante uma cerimônia de inauguração da Praça Roberto Albergaria, na Ribeira, conforme noticiado pelo site Metro1. Em 2015, para ampliar o quadro de polêmicas, Malassombrado foi retirado de um palanque por seguranças do governo da Bahia, em um evento de entrega de casas para famílias desabrigadas na Baixa do Fiscal, no bairro de Alagados, depois de tentar falar à força e tomar o microfone de um deputado.

A “cereja do bolo” vem dos bastidores. Nos corredores da Câmara, a informação que circula é que o vereador Vado Malassombrado tem sido visto com “capangas” para garantir a sua segurança.

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