O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve ser lançado como pré-candidato à presidência da República na próxima quinta-feira, 8, na reunião da executiva do partido, realizada em Brasília.

De acordo com a bancada democrata baiana na Câmara Federal, ainda não está “batido o martelo” sobre o anúncio, mas esta é a expectativa para, então, começarem as tratativas em busca de apoio de outras siglas e perceber como a população recebe seu nome como aspirante ao Palácio do Planalto.

Os parlamentares entendem que Rodrigo Maia preenche um vazio existente nas candidaturas de centro. O deputado Cláudio Cajado, por exemplo, disse que Maia prova ser um “excelente formulador e idealizador de políticas públicas, e defende a responsabilidade fiscal como centro da gestão política”.

Paulo Azi também destaca a eficiência do estado como uma das bandeiras do Democratas, e defendida por Rodrigo Maia, e afirma que o atual presidente da Câmara “conseguiu condições mínimas de relacionamento com outros Poderes [Executivo e Judiciário]” depois de assumir o comando da casa em momento de uma “crise institucional instalada”.

Os deputados avaliam que o cenário das eleições de 2018 se assemelhará ao de 1989, com pulverização de candidatos, o que seria resultado do fim da polarização entre PT e PSDB.

O deputado Elmar Nascimento avalia que neste ano não haverá um nome favorito nas urnas, mas que os partidos do centro devem se unir em torno de uma única candidatura. Esse também é o entendimento de Paulo Azi que não vê possibilidade de que um candidato desponte.

“Os partidos que tiverem nos extremos, seja à direita ou seja à esquerda, vão ficar pelo caminho”, afirmou Azi, que não acredita que todos os nomes que têm se apresentado pelo centro devam sair. “Não tem porque sair com uma fragmentação tão grande se todos pensam essencialmente da mesma forma”, opinou. Paulo Azi afirmou ser justo e legítimo que cada partido coloque sua intenção e seu projeto.

Da oposição, Alice Portugal (PCdoB) percebe a possível candidatura de Rodrigo Maia como um sintoma da divisão dos partidos que apoiam o governo de Michel Temer e define como “um grande risco” que um político jovem como Rodrigo Maia “coloque as fichas” na relação com um presidente que não tem aceitação popular.

Ainda assim, Alice vê legitimidade no fato de os partidos lançarem suas candidaturas para criarem mais “zonas de contato” com a sociedade. Como é o caso de Guilherme Boulos, que se filiou, ontem, ao Psol para concorrer ao Planalto.

Segundo a comunista, a pulverização das candidaturas, inclusive na esquerda, reflete o momento de instabilidade e dúvida sobre o cenário eleitoral, o que faz com que os políticos procurem reverberar suas opiniões. Para Alice , ainda existe a incerteza sobre a situação de Lula, o que motiva mais nomes à esquerda.

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