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parceria entre Prefeitura e Humana Brasil transforma roupas doadas em oportunidades sociais – Prefeitura Municipal de Salvador

Texto: Ascom Secis

Foto: Divulgação Humanas

No Dia do Second Hand, celebrado em 25 de agosto, a Prefeitura de Salvador e a Humana Brasil destacam uma iniciativa que conecta sustentabilidade e desenvolvimento social. Por meio da parceria entre o Município e o programa Repense Reuse, roupas e outros itens que seriam descartados podem ganhar uma segunda vida e contribuir para o financiamento de projetos sociais na capital baiana.

A atuação da Humana Brasil em Salvador tem como um dos principais territórios a comunidade de Castelo Branco, onde a organização mantém parceria desde 2018. Ao longo desse período, cerca de 15 projetos foram desenvolvidos e mais de 6 mil pessoas foram impactadas por ações voltadas para esporte, educação, capacitação profissional e desenvolvimento comunitário.

Para a coordenadora executiva da Humana Brasil, Liliam Pitanga, a relação construída com a comunidade é um dos exemplos de como o trabalho social precisa estar conectado às necessidades de cada território. “Temos muito respeito, gratidão e reconhecimento por Castelo Branco”, afirma Liliam. Segundo ela, a aproximação com a comunidade começou a partir de encontros com lideranças locais, ainda no final de 2017, para discutir iniciativas de inclusão social e esporte. “Na verdade, foi a comunidade de Castelo Branco que nos abraçou”, relata.

No esporte, um dos destaques é o Fute-Katê: Lapidando Sonhos para Transformar a Realidade, que oferece gratuitamente aulas de futebol e karatê para 100 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, no contraturno escolar. A iniciativa trabalha valores como disciplina, respeito, cooperação, inclusão e cidadania. A trajetória esportiva também inclui o Projeto Humana Karatê, que, entre 2022 e 2023, beneficiou 110 crianças e adolescentes. Os participantes conquistaram 64 medalhas em competições realizadas na Bahia e em outros estados.

A atuação social também contempla educação e preparação para o mercado de trabalho. O projeto Jovens do Futuro, realizado em Castelo Branco com apoio do Criança Esperança, beneficiou mais de 60 jovens com atividades de reforço escolar, preparação profissional e atividades físicas. Já o Futuro Aberto ofereceu capacitações em áreas como costura, informática, estética, barbearia e idiomas.

Em 2026, a Humana Brasil ampliou essa frente com o Empodera Itapagipe, que abriu mais de 100 vagas gratuitas para cursos profissionalizantes em Salvador. Para o secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, a parceria com a Humana Brasil demonstra como políticas ambientais podem produzir resultados que chegam diretamente às pessoas.

“A economia circular ganha ainda mais sentido quando consegue gerar impacto positivo na vida das pessoas. A parceria com a Humana Brasil nos permite fortalecer a logística reversa, mas, principalmente, apoiar uma cadeia que transforma aquilo que seria descartado em oportunidades de esporte, educação, qualificação e desenvolvimento social”, afirma.

A parceria com a Prefeitura também contribui para ampliar o acesso da população à logística reversa, com a instalação de pontos de entrega em espaços públicos. Atualmente, Salvador conta com 209 PEVs do Repense Reuse, sendo 70 instalados em áreas públicas.

Da roupa doada ao projeto social – As peças entregues nos pontos de coleta passam por triagem. Aquilo que está em condições de reutilização pode ser comercializado nas Lojas Humana, e os recursos obtidos ajudam a manter projetos sociais e ambientais da organização.Para a coordenadora executiva da Humana Brasil, Liliam Pitanga, a experiência em Salvador mostra a importância de construir ações em diálogo com os territórios.

A lógica é simples: uma roupa que não tem mais utilidade para uma pessoa pode continuar circulando e ajudar a gerar oportunidades para outras. Dessa forma, o second hand deixa de ser apenas uma alternativa de consumo e passa a integrar uma cadeia de transformação social.

“O second hand é uma expressão muito concreta da economia circular, porque trabalha com algo que já existe. Não estamos falando apenas de comprar uma roupa usada, mas de prolongar a vida de um produto, preservar o valor do que já foi produzido e evitar que ele se transforme prematuramente em resíduo”, explica Claudia Andrade, executiva de Implementação do Repense Reuse.

Para Liliam Pitanga, a experiência construída em Salvador mostra a importância de desenvolver projetos em diálogo direto com as comunidades: “Planejamos fortalecer os grupos de trabalho já estabelecidos e promover, junto com a comunidade, atividades que incrementem a geração de renda, a educação de crianças, adolescentes e jovens, o bem-estar e o desenvolvimento sustentável”.

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