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Escola de Saúde Pública sedia debate sobre nova regra de comercialização de alimentos para lactentes – Prefeitura Municipal de Salvador

Foto: Otávio Santos/ Secom PMS

Texto: Marco Pitangueira e Eduardo Santos/ Secom PMS

A Escola Municipal de Saúde Pública de Salvador, localizada no bairro do Comércio, reuniu, nesta quinta-feira (6), profissionais de saúde para apresentação da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL). O evento reuniu médicos, nutricionistas, colaboradores da Atenção Primária e gestores de órgãos da administração municipal. 

A atividade aconteceu no âmbito do Agosto Dourado, que intensifica as práticas de incentivo ao aleitamento materno e, além de reforçar a iniciativa, busca celebrar os 20 anos da Lei Federal nº 11.265/2006, que regulamentou as normas do setor.

Além de fortalecer a aplicação da NBCAL, dando maior segurança jurídica às ações de monitoramento e fiscalização desenvolvidas pelos órgãos de Vigilância Sanitária, o encontro buscou favorecer a integração entre a academia e demais serviços de saúde.

O evento teve como ponto alto uma palestra ministrada pela nutricionista Claudia Montal, referência em aleitamento materno, que explicou aos profissionais de saúde presentes a respeito da NBCAL. 

Já Emanuela Brito, chefe do Setor de Vigilância, Monitoramento e Educação em Alimentos da Vigilância Sanitária de Salvador (Visa), destacou a necessidade de ampliar esse debate.

“É algo que precisa ser reforçado de forma massiva, pois é muito importante para a saúde das crianças, para a prevenção de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Uma criança amamentada está muito mais nutrida e fortalecida. Vale lembrar que a ação é intensificada no mês de agosto, mas ocorre durante todo o ano, nos serviços de saúde do município. A Visa segue no trabalho de fiscalização das normas de comercialização”, frisou Emanuela.

A pediatra e especialista em Terapia Nutricional Katia Falcão, participante do debate, destacou que a NBCAL mudou a forma de proceder dos médicos e nutricionistas acerca da conscientização da amamentação.

“Quando falamos em entrave para melhor conscientização acerca da necessidade do aleitamento materno em Salvador, falamos da falta de comunicação adequada a respeito de produtos que prejudicam esse processo. Além disso, temos ainda a ação dos fabricantes, que tentam convencer os profissionais de que seus produtos são mais adequados para a criança do que o incentivo ao aleitamento materno. Então, em vez de realizar esse estímulo, são prescritas fórmulas, que é algo mais fácil que apoiar a amamentação”, disse a médica.

Ela cobrou a necessidade de criação de locais específicos para essa prática, como salas exclusivas para amamentação em shoppings, aeroportos e demais locais de grande circulação de pessoas. 

“Nas últimas décadas tivemos grandes avanços com a NBCAL, principalmente no controle de propagandas indiscriminadas de empresas alimentícias, que incentivavam o uso de fórmulas. Isso ocorria, inclusive, durante a formação dos pediatras, que eram incentivados a utilizá-las. Hoje em dia as mães são orientadas a continuar a amamentação, algo que não era comum antigamente “, pontuou Falcão. 

Acesse a galeria de fotos: https://comunicacao.salvador.ba.gov.br/acoes-voltadas-a-protecao-do-aleitamento-materno/ . 

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