Policiais federais buscam documentos em gabinete de desembargadora do TRT

Operação em Salvador desarticula venda de decisões judiciais na Bahia

Pelo menos quatro malotes foram recolhidos por agentes federais de dentro do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-BA) da 5ª Região em Nazaré, na capital baiana, na manhã desta quarta-feira (11). A ação faz parte da operação Injusta Causa que tem o objetivo de desarticular um possível esquema criminoso identificado também na Bahia, voltado para a venda de decisões judiciais e tráfico de influência.

Cerca de 50 policiais federais, acompanhados de cinco procuradores da República, cumprem 11 mandados de busca e apreensão no órgão público, em escritório de advocacia e nas residências dos investigados.

Enquanto equipes da Polícia Federal foram vistas no Loteamento Aquarius na Pituba, outros agentes federais buscavam documentos no TRT 5ª Região, onde funciona o Fórum Ministro Coqueijo Costas, na Rua Bela Vista do Cabral.

Informações ainda não confirmadas dão conta que os agentes estiveram no gabinete da desembargadora Maria das Graças Oliva Bonnes, que atualmente integra a 4° Turma do TRT-BA.

Como os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), um juiz do STJ esteve no TRT-BA  acompanhando a coleta de informações.

Na ação estavam também um delegado federal e agentes da Polícia Federal.  Por volta das 10h, os agentes federais saíram com os malotes lacrados e nada comentaram com a imprensa.

Para não chamar a atenção, agentes chegaram de paletó e gravata – para não chamar a atenção, vestidos como advogados que habitualmente frequentam o fórum. A identificação de que se tratava de policiais só foi possível por conta da saída dos malotes – que exibiam a etiqueta “Polícia Federal”. Poucos agentes tinham os distintivos aparente. Outra tática para evitar chamar atenção para a operação foi o uso de veículos sem a logomarca da PF, entre eles duas Pajeros.

Uma advogada disse que houve atraso de uma hora nas audiências agendadas para hoje. “Na segunda turma estava um confusão. Na hora, ninguém sabia o que estava acontecendo”, disse ela, fazendo referência as buscas da PF.

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