Comandante da Cavalo Marinho I vai a audiência com testemunhas de defesa

Outro réu, dono de embarcação não compareceu a sessão em Itaparica

Sete testemunhas de defesa no processo criminal da tragédia de Mar Grande são ouvidas nesta quinta-feira (5) no Fórum Distrital de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. Marcada para as 11h, a audiência começou pouco depois de 12h30. Apesar da audiência ter sido marcada para ouvir as testemunhas em favor dos réus, apenas um deles compareceu ao fórum. O comandante Osvaldo Coelho chegou com a família, que não quis falar. Já Lívio Garcia Galvão, dono da CL Transportes, proprietário da Cavalo Marinho I, não compareceu.

O acidente deixou 19 mortos – 13 mulheres, três homens e três crianças – pouco depois da lancha Cavalo Marinho I deixar o Terminal Marítimo de Mar Grande e adernar no dia 24 de agosto de 2017.

Primeiramente, entraram na sala de audiências os advogados dos réus: Antônio Leite Matos, contratado pelo comandante Osvaldo; e Vivaldo Amaral e Manoel Pinto, ambos defensores do empresário Lívio Garcia. A sessão também contou com a participação do promotor Ubirajara Fadigas, representando o Ministério Público do Estado (MP-BA).

Em defesa de seu cliente, Antônio Leite Matos disse, antes de entrar na sala de audiências, que o comandante não teve culpa, indo de encontro ao parecer do MP-BA que o denunciou por homicídio culposo. “Ele não tinha como adivinhar que o tempo ia mudar. Naquele dia, a Capitania dos Portos não fez nenhum comunicado de mau tempo. Infelizmente, o tempo mudou assim que a embarcação saiu. Como foi a Cavalo Marinho I, poderia ser qualquer outra lancha”, argumento.

Já os advogados que representam Lívio Garcia, Vivaldo Amaral e Manoel Pinto, chegaram diretamente para a audiência.

O Tribunal Marítimo, que apura as causas do acidente, prevê o julgamento do processo ainda este ano – à época da tragédia a Capitania dos Portos de Salvador instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidente e Fato da Navegação (IAFN).

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