Líderes do PT costuram acordo para evitar bate-chapa na disputa pelo partido na Bahia

As principais correntes do PT da Bahia costuram um acordo para evitar bate-chapa na corrida pelo comando estadual do partido, cuja disputa acontece nos dias 19 e 20 de outubro. O principal eixo das negociações é estabelecer um rodízio na presidência da sigla, para que o cargo seja ocupado nos dois primeiros anos, 2020 e 2021, pelo candidato que obtiver o segundo maior número de delegados nas prévias das eleições, marcadas para o próximo domingo. Favorito a levar a maior quantidade de delegados, Eden Valadares, apoiado pelo senador Jaques Wagner, assumiria a direção estadual do PT em 2022. O acordo interessa a Wagner, que deseja um nome de sua cota à frente da legenda no ano em que pretende disputar novamente o Palácio de Ondina.

Força no páreo
Pelo acerto, a presidência do partido seria inicialmente ocupada pelo deputado estadual Jacó, ligado a Josias Gomes, secretário de Desenvolvimento Rural do Estado, ou por Elen Coutinho, da tendência Avante. Ambos são, hoje, os principais concorrentes de Eden Valadares.

Bolo fatiado
As negociações no PT envolvem ainda, além do rodízio, a distribuição de espaços de poder na sigla. Entre elas, as secretarias de Organização, que toca a política interna do partido e tem influência sobre a militância, e de Finanças, que controla os fundos partidário e eleitoral. A proposta é que os cargos de destaque sejam repartidos entre as chapas de acordo com a quantidade de delegados eleitos. “O acerto evita uma disputa fratricida no congresso do PT em outubro. Tanto Jaques Wagner quanto as demais lideranças sabem que ninguém sozinho terá mais de 50% dos delegados nas prévias e que precisarão compor”, disse um cardeal petista escalado para articular o acordo .

Compartilhar