“O governo não tem nenhuma bandeira de ordem econômica”, diz Coronel

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) criticou ontem a proposta de reforma da Previdência que tramita na Casa

O senador Angelo Coronel (PSD-BA) criticou ontem a proposta de reforma da Previdência que tramita na Casa, após ter sido aprovada na Câmara dos Deputados. O pessedista afirmou que a matéria ainda tira direitos adquiridos, e criticou a chamada PEC Paralela – texto alternativo sugerido pelo relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE),  que estados e municípios no projeto.

“Esperamos que com as emendas a gente consiga corrigir essas distorções. E a PEC paralela apresentada pelo senador Tasso Jereirassati é uma PEC da balela, é mais para amenizar a pressão de alguns seguimentos que estão aqui todos os dias pelos corredores do Senado procurando apoio para que a gente modifique o texto que veio da Câmara. A questão das viúvas, da regra de transição, policiais, e a entrada de estados e municípios…”, avaliou.

Segundo o parlamentar, o governo federal até agora não apresentou medidas econômicas eficazes para solucionar a crise. “O governo não tem nenhuma bandeira de ordem econômica para que nosso PIB suba. Pelo contrário, nossa bolsa caindo, o dólar disparado… As promessas de campanha ficaram só no palanque. Nada foi realizado até agora. O governo se ancora na reforma da Previdência, como se após ela ser aprovada o Brasil fosse virar um paraíso. Mas resultado só de 10 a 15 anos”, ressaltou.

Questionado sobre a crise diplomática provocada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) em relação aos incêndios na Amazônia, Coronel disse que a situação é preocupante para as exportações brasileiras. “Acho que essa crise institucional internacional provocada pelo Brasil pode atrapalhar as nossas exportações. Alguns segmentos já estão restringindo a compra de produtos do Brasil, como segmento de couro, o agronegócio, a exportação de carne e grãos. Isso nos preocupa muito, porque essa briga do presidente Bolsonaro com Macron consegue atrair a raiva de outros países. Quem vai pagar por isso é o povo brasileiro e quem trabalha no dia a dia para exportar seus produto”, pontuou.

Eleições

De acordo com Angelo Coronel, o PSD, presidido na Bahia pelo também senador Otto Alencar, se esforça para lançar candidatos a prefeito em todos os 417 municípios baianos. Em Salvador, ele acredita que a base governista deverá ter pelo menos quatro candidatos, e elogiou o desempenho do deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), que lidera uma pesquisa divulgada na última semana. “Fico até feliz que uma pessoa humilde, com um trabalho social muito grande, esteja despontando na pesquisa. Mostra que para ser prefeito não é preciso ter grife”, disse.

“Sobre o PSD, estamos conversando com o senador Otto Alencar, com a nossa bancada estadual e federal, com as nossas lideranças, para que a gente tenha um nome para disputar a prefeitura de Salvador e de todos os municípios da Bahia. Com o advento de não ter mais coligações proporcionais, todos os grandes partidos, praticamente, vão ser obrigados a lançar candidatura própria para garantir suas eleições de vereadores. Acredito que a base do governador Rui Costa deve ter uns quatro candidatos”, acrescentou.

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