Água barrenta tem relação com obras de manutenção da Embasa

Segundo a empresa, o problema é temporário e será normalizado em breve

A queixa dos moradores de Salvador e Região Metropolitana sobre a cor amarelada da água que está caindo das torneiras tem relação com a manutenção do sistema integrado de abastecimento, realizado na segunda-feira (12). Por conta da obra, o serviço foi suspenso naquele dia em 60% de Salvador e mais 12 cidades, e retomado gradativamente.

Em Campinas de Pirajá a água começou a chegar na terça-feira (13), mas a cor barrenta assustou os moradores. A dona de casa Antônia Pereira, 42 anos, contou que usou a água apenas na descarga do banheiro e para lavar o pátio da residência. “Estava muito suja. Não dava para beber ou tomar banho, mas hoje ela está mais clara”, disse.

Em nota, a Embasa informou que a alteração na cor da água durante a chegada nos domicílios após interrupção no abastecimento é um fenômeno normal, temporário e não representa risco à saúde das pessoas.

“A empresa orienta que, se esta condição da água durar por muito tempo, o usuário deve entrar em contato com os canais de atendimento ao cliente (0800 0555 195 ou a Agência Virtual no site www.embasa.ba.gov.br ou no aplicativo Embasa) e informar a matrícula de sua conta de água e esgoto para que uma equipe possa verificar a condição da água que está chegando no imóvel e adotar as medidas corretivas, se for o caso”, diz a nota.

Na semana passada, a Embasa informou que o fornecimento de água seria suspenso na segunda (12) para realizar serviços de manutenção preventiva e melhorias em equipamentos do sistema integrado de abastecimento. A previsão era de que a água voltasse a cair nas torneiras de alguns locais a partir daquela mesma noite, e que o serviço fosse totalmente normalizado em todos as regiões até está quarta-feira (14).

A costureira Vera Lúcia Araújo, 62 anos, está tendo prejuízo. Ela mora no bairro de Fazenda Coutos I e contou que precisou comprar água mineral para a família. “Não vi a notícia de que iria faltar água e não estava preparada. Tenho um tanque, mas ele não dá conta da demanda. Tive que comprar água para beber, R$ 7 cada garrafão”, contou.

Já a diarista Joana Conceição, 42 anos, está recorrendo a bondade dos vizinhos. “Não tenho tanque em casa e nem dinheiro para comprar água mineral. Por sorte, uma vizinha tem um tanque grande e está me dando alguns baldes. É assim que estou tomando banho e cozinhando. Eles cortam a água e a gente que se vire. Espero que volte logo”, disse.

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