Solla rebate Maia e diz que Bahia “pune quem retira direitos do povo”

Jorge Solla disse que quem retira “direito do povo brasileiro” é “punido nas urnas

Depois de o deputado federal Arthur Maia (DEM) afirmar que a tendência é o PT diminuir e os partidos de direita crescerem na eleição de 2020, em entrevista à Tribuna publicada ontem, o parlamentar federal Jorge Solla (PT) disse que quem retira “direito do povo brasileiro” é “punido nas urnas”. O petista se refere ao fato de o democrata ter votado a favor da reforma da Previdência no primeiro turno.

“Aqui na Bahia, na última eleição, os deputados que relataram ou votaram em matérias que retiram o direito do povo brasileiro foram punidos nas urnas. Ou perderam a eleição, ou tiveram sua votação reduzida, mesmo tendo sido recompensado com muitos milhões de reais em emendas pelo governo Temer. Por outro lado, os deputados de partidos de esquerda, que lutaram pela população, todos ampliaram a votação. Agora novamente quem votou contra os direitos do povo na reforma da Previdência recebeu R$ 40 milhões em emendas na tentativa de compensar o desgaste eleitoral de vender seu voto. Só que o povo não se vende mais por uma borra de asfalto”, declarou Solla.

À Tribuna, o petista também defendeu o governador Rui Costa (PT) após Maia afirmar que o governo do petista “é um gigolô das obras federais”. “O governo Bolsonaro deve R$ 520 milhões ao governo da Bahia, repasses de convênios, obras em parceria que contavam com recursos federais e estaduais, mas o governo federal que persegue o Nordeste não cumpriu com sua parte. Graças à organização financeira do governo Rui, foi possível, com muito esforço, concluir as obras com recursos exclusivamente do estado. Obras como o metrô de Salvador, encostas, a via 29 de Março. Se o nobre deputado quiser ajudar os baianos que lhe elegeram, peço que trabalhe para que o governo pague o que deve ao nosso povo”, ressaltou.

Na entrevista, Maia fez algumas ressalvas ao governo Bolsonaro (PSL), mas ponderou que o presidente “começa a amadurecer”. “A única coisa que amadurece em Bolsonaro é seu autoritarismo, diariamente toma decisões antidemocráticas porque sabe que as instituições vão reagir, e é isso que ele quer, que reajam, para que esse clima de acirramento mantenha sua tropa mobilizada contra a democracia. Ameaça prender jornalista que denuncia o governo, nomear filho pra embaixador, num nepotismo explícito, demite dirigentes para manipular dados oficiais relacionados ao desmatamento, debocha da família de um assassinado pelo regime militar. Aos olhos do planeta, já viramos a Venezuela que essa direita dizia querer combater”, rebateu Solla.

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