PT em Salvador quer dirigente que defenda candidatura própria à prefeitura

Gilmar Santiago é o atual presidente municipal do PT, e pode enfrentar Ademario Costa na disputa pelo posto

O PT também decide neste segundo semestre quem será o novo presidente municipal e estadual. Fontes afirmam que ganhará força o nome que defender uma candidatura própria para a agremiação. As eleições municipais acontecem no dia 8 de setembro, com eleição de delegados para congressos estaduais e com eleições de delegados para o congresso nacional.

A corrente interna Avante, do PT, oficializou no sábado o lançamento da candidatura de Ademario Costa para a disputa da Presidência Municipal do partido em Salvador. Ele é o principal adversário do atual presidente, Gilmar Santiago, que pode tentar a reeleição.

Cientista social, Ademário atualmente é chefe de gabinete do deputado federal Jorge Solla (PT-BA).  A candidatura, que vinha sendo construída politicamente há meses, foi protocolada com o nome de ‘Movimento Fortalecer o PT’ e lidera uma ampla frente de grupos internos petistas em defesa da candidatura própria da legenda na eleição para prefeito de Salvador em 2020.

Além do apoio de Solla e do deputado estadual Marcelino Galo, que também lidera a corrente, Ademario já recebeu o apoio formal do vereador Suíca, além de militantes de outras seis correntes internas.  “Estou colocando a minha construção política e a minha vida à disposição da democratização e do fortalecimento do partido. Não serei líder de tendência interna, porque o PT deve estar a serviço de todas as correntes; não serei candidato a vereador, pois quero cuidar da campanha de todos os candidatos; nem serei coordenador de mandato, porque o PT não pode ser a extensão de um mandato”.

Sobre uma eventual candidatura própria do PT, ele se posiciona: “Temos que criar as condições necessárias para que essa estratégia seja ratificada no Encontro Municipal do partido, no ano que vem. Para isso, temos que unificar o maior número de grupos políticos, mandatos e movimentos sociais no entorno do partido, e fazer um profundo processo de redemocratização interna e de ampliação da base social de massa do PT”, discursou o candidato.

Gilmar, por sua vez, ainda não decidiu se será candidato, mas também já começa a defender uma candidatura própria do PT em Salvador. Questionado se será candidato, ele tergiversou:  “Assumi há dois anos o compromisso de presidir o partido. É um mandato de dois anos que se encerra exatamente quando começa o processo eleitoral de novas eleições, que é em setembro. E a minha prioridade é cumprir o meu mandato, tendo feito uma gestão participativa, democrática, organizando a burocracia do PT, enraizando a participação partidária em toda a cidade e discutindo o programa e a tática eleitoral do PT para o ano que vem. Estamos cumprindo o que foi definido. Entendo que a bola da vez da disputa política eleitoral é Salvador”.

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