Governo quer privatizar Aeroporto Internacional de Salvador

O Aeroporto Internacional de Salvador Deputado Luís Eduardo Magalhães pode ser concedido à iniciativa privada em 2015. De acordo com técnicos do governo federal, a a Infraero deverá ficar com uma participação menor no negócio, a mínima necessária para assegurar assento no conselho de administração da empresa que vai assumir os aeroportos.

Além do aeroporto de Salvador, os de Porto Alegre e Florianópolis também poderão ser concedidos ao setor privado. Com capacidade para 13 milhões de passageiros, o aeroporto de Salvador é um dos terminais mais importantes do Nordeste.

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Nos cinco aeroportos já leiloados (Brasília, Viracopos, Guarulhos, Galeão e Confins), a estatal ficou com 49% de participação e a iniciativa privada, com 51%.

O objetivo é reduzir o impacto fiscal da participação da Infraero, já que a empresa está com déficit e precisa de aportes mais elevados da União para acompanhar o novo sócio, tanto em capital, quanto nos investimentos. Em 2013 e 2014, o Tesouro precisou injetar R$ 4,2 bilhões na Infraero, e neste ano, há previsão de mais R$ 1,9 bilhão. As dificuldades de caixa são decorrentes da perda de receitas com a entrega dos aeroportos mais movimentados do país à iniciativa privada.

Desta vez, há preocupação em reduzir o impacto fiscal da participação da Infraero, pois a empresa é deficitária e precisaria de aportes mais elevados da União para acompanhar o novo sócio, tanto em capital, quanto nos investimentos. Em 2013 e 2014, o Tesouro precisou injetar R$ 4,2 bilhões na Infraero, e neste ano, há previsão de mais R$ 1,9 bilhão. As dificuldades de caixa decorrem da perda de receitas com a entrega dos aeroportos mais movimentados do país à iniciativa privada. Com 12 mil funcionários, a empresa está recorrendo à demissão voluntária e adotando medidas para aumentar as receitas.

No caso dos três aeroportos a serem incluídos na nova rodada de concessões, já há uma infraestrutura em funcionamento e pronta para dar retorno no curto prazo. Com mais investimentos, o de Florianópolis pode ampliar a capacidade de 4,1 milhões de passageiros e o de Porto Alegre, com capacidade para 15,3 milhões de passageiros por ano, tem se consolidado como uma porta de entrada importante para os países da América do Sul.

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