Prefeitura recusa pedidos para cobrança em estacionamento dos shoppings de Salvador

A Prefeitura do Salvador indeferiu nesta quarta-feira (11) os pedidos para cobrança em estacionamento dos shoppings em Salvador. Os pedidos haviam sido feitos pelos shoppings Center Lapa, Paralela, Salvador e Shopping da Bahia à Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom), que já concluiu a análise do Termo de Viabilidade e Localização (TVL).

De acordo com o secretário da Sucom, Silvio Pinheiro, os órgãos de licenciamento exigem uma quantidade mínima de vagas a qualquer empreendimento na cidade e, por conta disso, não pode haver cobrança. “Exceto quando existem vagas excedentes, o que não é o caso”, explicou o secretário.

RTEmagicC_fbc18acbc6.jpg

Pagamento já é obrigatório em todas as capitais do Nordeste
Hoje, Salvador é a única capital do Nordeste que ainda não cobra pelas vagas de estacionamento – todas as outras já exigem pagamento pelo serviço. Além disso, quem estaciona nos shoppings de cidades como as capitais paulista e carioca, Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF) também precisa pagar.

Em Fortaleza, a média de preço é R$ 5 para as cinco primeiras horas, com cada hora subsequente custando R$ 1. Um shopping da cidade oferece uma promoção: o cliente que entrar até as 12h e sair no máximo às 14h poderá ficar isento da cobrança se apresentar um comprovante de consumo de pelo R$ 15 na praça de alimentação. No mesmo estabelecimento, o estacionamento é gratuito das 22h às 10h.

Já em Belo Horizonte, onde um dos shoppings cobra R$ 6,80 pelas quatro primeiras horas e R$ 1,75 para cada 15 minutos subsequentes, os clientes que consumirem  pelo menos R$ 49 em um supermercado, ficam isentos.

Em Brasília, os shoppings são obrigados a cobrar por minuto pelo estacionamento, por conta de uma lei do Distrito Federal que busca “privilegiar os clientes”. Um dos shoppings com estacionamento mais barato cobra R$ 0,10 por minuto – R$ 6 por hora.

Em Aracaju, onde o estacionamento nos shoppings começou a ser cobrado em novembro de 2012, a clientela promoveu um boicote que esvaziou os centros de compras. Quase 25 mil pessoas aderiram ao boicote na ocasião, que reduziu o movimento nos estabelecimentos por cerca de uma semana.

Compartilhar