Conheça 14 trechos que exigem mais cuidado nas rodovias federais que cortam a Bahia

Especialistas dão dicas de como evitar acidentes nas estradas; nove morreram neste feriado

Ao todo, oito pessoas morreram em 87 acidentes de trânsito no período junino de 2017 e 2018. O número, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que considera o espaço de tempo entre os dias 21 e 25 de junho, indica que houve uma redução em 2018 (de 57 para 30), com a mesma quantidade de mortes (quatro para cada ano). O período junino ainda é, no entanto, o que mais registra acidentes graves na Bahia.

De acordo com a PRF, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ViaBahia, concessionária de rodovias, ao menos 14 trechos [ver abaixo] das estradas, no estado, exigem mais atenção dos condutores, especialmente no feriado prolongado. Deles, dois estão na Rodovia Engenheiro Vasco Filho BR-324, e outros 12 na Rodovia Santos Dumont BR-116.

Nesta quinta-feira (20), feriado de Corpus Christi, dois acidentes deixaram nove mortos –  um deles, na BR-324, no trecho do Km-547, próximo à cidade de Amélia Rodrigues, terminou com a morte de um motociclista. O segundo, uma batida entre um caminhão e uma van na rodovia estadual BA-502, entre os municípios de Feira de Santana e São Gonçalo. Oito pessoas, sendo sete funcionários da empresa JBS, morreram no local.

Ainda segundo a PRF, a maioria dos desastres no trânsito ocorrem nos dias de partida da capital para o interior, ou seja, no feriado ou após o feriado, nos horários entre às 21h às 04h. As BRs 101, 116 e 324 registraram o maior número de acidentes em 2018, sendo a maior incidência de acidentes graves na região de Feira de Santana. Salvador, no entanto, registrou o maior número de ocorrências.

Acidente deixou oito mortos (Foto: Paulo José/Acorda Cidade)

Prudência
Presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego do Estado da Bahia (Abramet-BA), Antônio Meira, reiterou que os acidentes de trânsito se apresentam como a segunda causa de morte não natural que mais mata no Brasil. Antônio disse, ainda, que os acidentes começam a ser evitados com a programação das viagens.

Entre os outros pontos destacados pelo especialista, estão, ainda, verificar a documentação, além de situação mecânica e hidráulica do veículo e até a saúde do condutor. À reportagem, Antônio afirmou que as festas de junho, junto com o final do ano e Semana Santa, são as campeãs de acidentes, pois, são os períodos de maior fluxo de circulação.

“A orientação é de obedecer normas de trânsito e, especialmente, não combinar direção com bebidas alcoólicas. Quem vai conduzir, também precisa estar em boas condições de saúde. É essencial fazer uma avaliação no carro, antes de pensar em pegar a estrada, ver se está tudo funcionando bem”.

Antônio destaca que a maioria dos desastres “não são acidentais”, já que a imprudência é parte de contexto dos casos. O especialista cita, ainda, pontos já conhecidos dos motoristas, como a utilização do cinto de segurança e assento para bebês e crianças.

Seguranaça
“Coisas que as pessoas já sabem e fazem. É essencial utilizar o cinto, a coisa de mais importância. Tanto na frente, quanto no banco traseiro, isso pode salvar vidas. Se o motorista conduz um passageiro, atrás, que não usa cinto, ele pode ser vítima dessa imprudência”, comenta.

Antônio explicou que, em caso de choque, se uma pessoa com cerca de 80 kg é transportada na traseira do veículo e não utiliza cinto, numa velocidade média de 80 km/h, ela é arremessada para a frente com um impacto de, pelo menos, uma tonelada – e aumenta em até cinco vezes as chances de morte de quem está na dianteira. Ele também afirma que o mesmo cuidado deve ser considerado ao transportar crianças.

“Ou seja, não adianta o motorista usar se quem está atrás não usa. Todos precisam estar seguros. As crianças de 0 a 1 ano, que devem ser transportadas no bebê conforto [de costas para o painel]; as de 1 a 4, na cadeirinha que fica de frente para o painel; e as que têm mais de 4, num assento de elevação, as pessoas conhecem por booster”.

Quanto aos motociclistas, a segurança está diretamente relacionada à utilização do capacete, ferramenta que Antônio afirma reduzir até 70% do risco de lesões graves e em 45% a probabilidade de morte. “Muita gente diz que não usa o cinto porque ‘a distância é curta’. Elas precisam saber que 60% dos acidentes fatais acontecem em percursos com distância de menos de 30 minutos, então, usar o cinto sempre e não colocar no carro um maior número de pessoas do que é permitido. Isso é absolutamente condenável”.

Veja trechos

  • Na BR-324 – Rodovia Engenheiro Vasco Filho

– Entre os quilômetros 518 e 543 – atenção às rotatórias, reduza a velocidade;
– Entre os quilômetros 566 ao 574 – trecho com aclives e declives.

  • Na BR-116 – Rodovia Santos Dumont

– Entre os quilômetros 446 e 452 – trecho em obras de duplicação;
– Entre os quilômetros 459 e 466 – trecho em obras de duplicação;
– Entre os quilômetros 545 e 600 – trecho de serra, atenção às curvas e ultrapassagens proibidas ou inseguras;
– Entre os quilômetros 600 e 639 – perímetro urbano de Jaguaquara do Km 628 ao 638;
– Entre os quilômetros 639 e 648 – trecho de serra, atenção às curvas e ultrapassagens proibidas ou inseguras;
– Entre os quilômetros 569 e 579 – perímetro urbano de Jequié, atenção;
– Entre os quilômetros 710 e 740 – trecho de serra, atenção às curvas e ultrapassagens proibidas ou inseguras;
– Entre os quilômetros 740 e 750 e entre os quilômetros 773 e 780 – perímetro urbano, atenção;
– Entre os quilômetros 808 e 818 – perímetro urbano, atenção;
– Entre os quilômetros 828 e 830 – perímetro urbano, atenção;
– Entre os quilômetros 830 e 900 – reduzir velocidade, cuidado com ultrapassagens proibidas ou inseguras;
– Entre os quilômetros 900 e 912 – perímetro urbano de Cândido Sales, atenção;
– Entre os quilômetros 912 e 933 – reduza a velocidade, cuidado com ultrapassagens proibidas ou inseguras.

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