Lorena critica posicionamento da oposição sobre o ministro Sergio Moro e Decreto de Armas

Lorena, que afirmou que o ministro se trata de um “herói nacional”, criticou a proposição, que foi derrubada pela bancada do governo ao votar contra o documento.

A vereadora Lorena Brandão (PSC) utilizou da tribuna na última sessão antes do recesso junino nesta quarta-feira (19) para criticar o posicionamento da oposição na Câmara Municipal e do Senado Federal ao ministro Sergio Moro e a rejeição do decreto de armas votado ontem em Brasília.

Na referida sessão, o presidente Geraldo Júnior (SD) colocou em votação uma moção de aplausos pela atuação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que, em nota, recomendou o afastamento do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro e do coordenador da força-tarefa Lava Jato, Deltan Dallagnol, além dos outros procuradores envolvidos nas reportagens lançadas pelo site The Intercept.

Lorena, que afirmou que o ministro se trata de um “herói nacional”, criticou a proposição, que foi derrubada pela bancada do governo ao votar contra o documento. “Eu estou muito consternada. Hoje para mim é um dia de vergonha, pois a moção de aplausos pela atuação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) me fez ter vergonha de ser advogada. Esse país carece de heróis, esse país não sabe o que fazer quando aparece um! Estou com vergonha do Conselho Federal, pois Sergio Moro é um herói nacional. Se há um a coisa que me moveu do meu lugar comum para a política foi saber que nela existem pessoas com atuação como a dele”, disse a vereadora.

Já sobre a rejeição do decreto de armas, votado pelo Senado Federal ontem (18), Lorena também se disse envergonhada pelo posicionamento da Casa Legislativa. “Eu me envergonho dos nossos senadores hoje, pois eu não sei qual a leitura que o povo brasileiro faz, mas olha, o decreto do presidente Jair Bolsonaro não quis significar que as pessoas poderiam comprar armas no mercado, não. Um dos pontos mais importantes do decreto dizia é que a efetiva necessidade era comprovada pelo simples fato do exercício de algumas funções, como advogado, oficial de justiça e residentes de áreas rurais. Tem que ter coragem para subir aqui e falar. Essas pessoas não iam comprar no mercado, iam passar por curso, serem preparadas”, pontuou a edil.

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