Associação de Food Trucks pede regulamentação da atividade

Tribuna Popular da Câmara foi usada para defender aprovação de projeto de lei de autoria de Leo Prates

Empresários do setor e chefs de cozinha participaram na tarde desta segunda-feira (9) de uma manifestação pela aprovação do Projeto de Lei nº 24/2014, que regulamenta a comercialização de comida de rua, de autoria do vereador Leo Prates, líder do DEM e vice-líder do Governo na Câmara Municipal de Salvador. Após a manifestação, os representantes da Associação de Food Trucks e Comida de Rua da Bahia e da Associação Baiana de Food Trucks ocuparam a Tribuna Popular.

ft leo

“Queremos trabalhar na legalidade, pagar os impostos. Defendemos a aprovação da regulamentação para fortalecer o setor. Queremos ocupar e revitalizar espaços que muitas vezes são mal aproveitados”, disse o presidente da Associação de Food Trucks e Comida de Rua da Bahia, Gabriel Lobo. A secretária da associação, Del Carmem Azcona, defende que a legalização trará benefícios para todos: “Nós queremos a regulamentação para poder atuar de maneira legal, como qualquer outra empresa. Este é um segmento que gera emprego, renda e colabora no turismo e desenvolvimento da cidade”.

Inclusão social

O projeto, segundo Leo Prates, tem como objetivo “fomentar o empreendedorismo e propiciar oportunidades de formalização do comércio de comida de rua, gerando empregos diretos e indiretos”. Segundo ele, grande parte da população brasileira come fora de casa, e muitos pertencem à classe C, que busca preço, qualidade e rapidez.

“É um instrumento de inclusão social, pois torna-se uma fonte de renda alternativa aos comerciantes e complementa o abastecimento e a oferta de alimentos em locais, pouco servidos de bares e restaurantes”, frisou o autor.

Os demais vereadores, ao comentarem sobre o projeto, após a Tribuna Popular, lembraram que a comida de rua faz parte da cultura da cidade e que a regulamentação deverá beneficiar não só os food trucks, mas também as baianas de acarajé e outros vendedores.

Virgínia Lobo, educadora da área de educação física, considera a oferta dos alimentos atrativa e apoia o movimento. “É o diferente, o moderno e os bairros e eventos vão absorver essa opção. É uma oportunidade de comer boa comida com preço de rua”, declara.

Food Trucks

Esse comércio compreende a venda de alimentos direta ao consumidor em veículos automotores, carrinhos ou tabuleiros e barracas desmontáveis. A regulamentação da atividade exigirá boa higienização e acondicionamento dos alimentos, proporcionando maior segurança aos consumidores. Os alimentos embalados para comercialização deverão conter rótulos com: nome e endereço do fabricante; do distribuidor ou importador; data de fabricação e prazo de validade; e registro no órgão competente, quando assim exigido por lei.

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