Prefeitura inicia demolição e reconstrução de escola na Fazenda Grande I

Campo da Pronaica, em Cajazeiras X, também será reformado

Dentro do prazo de um ano, cerca de 530 crianças do bairro de Fazenda Grande I passarão a contar com a nova Escola Municipal Ulysses Guimarães. A instituição, que passará a ofertar mais de 110 novas vagas, atualmente está com pontos de deterioração, será demolida para a construção de uma nova unidade.

O processo de construir a escola do zero foi autorizado na manhã desta terça-feira (4) pelo prefeito ACM Neto. A demolição começou a ser realizada já nesta manhã, com máquinas escavadeiras, e os entulhos serão reaproveitados na obra.

A nova instituição, que contará com 2.248,78 m² de área construída, terá 12 salas, área de lazer e quadra poliesportiva, depósito de material esportivo e vestiário, refeitório, sala de leitura, cozinha, rampa de acesso a deficientes, entre outros. O prazo de entrega da nova escola é de 12 meses. Essa é a 17ª escola municipal que passa pelo processo de reconstrução.

A diretora da instituição, Vera Lúcia Correia, que está na instituição há 13 anos, lembrou a necessidade de uma reforma grande no local. “Enfrentamos vários problemas de segurança com a comunidade, devido à falta de um muro, além de projetos que não conseguiam ser feitos por causa da estrutura. Hoje, a palavra é esperança, porque vai demolir e vamos voltar para um espaço melhor, acolhendo e ensinando um número maior de alunos”, pontuou.

Os alunos que estudam no local serão realocados para um anexo de uma escola particular próxima. A expectativa é que com a reconstrução as atuais 520 vagas sejam ampliadas para 630. A escola oferece o Ensino Fundamental Anos Iniciais, do 1º ao 5º ano, e Educação de Jovens e Adultos I (EJA I – TAP I, II e III).

Cerimônia foi realizada na manhã desta terça (4)  (Foto: Mauro Akin Nassor)

Além da reconstrução da instituição, haverá uma reurbanização no campo da Pronaica, que fica próximo à unidade escolar. O espaço utilizado para a prática de esportes e realização de eventos. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), a obra incluirá instalação de novos alambrados, paisagismo e iluminação, além da implantação de novos equipamentos de lazer, arquibancada e itens de acessibilidade. As obras devem ser concluídas também em um ano.

Durante a cerimônia, Neto destacou a importância da localização da escola que, para ele, é uma das áreas mais movimentadas de Cajazeiras, bairro vizinho. “Por um lado, a gente vai encerrar uma história hoje, mas, por outro, vamos iniciar um novo momento, uma nova história para a Ulysses Guimarães. Vamos ter uma escola que nada vai deixar a desejar a qualquer escola particular da cidade, completa, no padrão atual da educação de Salvador”, garantiu.

O vice-prefeito Bruno Reis e o secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral, que também participaram da cerimônia de assinatura. Reis fez um balanço das outras 16 escolas que já foram demolidas e reconstruídas pela prefeitura.

“Com essa, chegamos a 17 escolas em reconstrução, um investimento de 5,6 milhões, com recursos próprios da prefeitura. Além desse processo de recuperação das escolas e construção de novas unidades, nós estamos investindo em material didático, valorização dos profissionais da educação, programas, além de todo o fardamento e merenda escolar. Tem anos que a gente chega a investir quase 30% do nosso orçamento. Efetivamente, a educação é uma prioridade”, disse.

O titular da pasta da educação, Bruno Barral, declarou estar esperançoso com os resultados da obra da nova Escola Municipal Ulysses Guimarães. “Viemos aqui há quatro semanas e já sabíamos do problema da escola, que era a última de pré-moldados. Agora será uma estrutura nova, com salas de aula com ar-condicionado, atendimento às crianças especiais”, revelou o secretário.

Os beneficiados
Além de ser mãe de três estudantes da escola, Damiana Ramos, 34 anos, dividia as tarefas de casa e os estudos noturnos no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Ulysses Guimarães. Ela conta que foi preciso mudar sua rotina para poder se adaptar as obras da nova escola.

“Eu estudo à noite e, meus filhos, pela manhã. Tínhamos algumas dificuldades em relação a estrutura, mas espero que isso mude”, contou.

Damiara e os filhos foram à demolição da escola (Foto: Mauro Akin Nassor)

A doméstica Jassi Silva, 49, mora com seu marido e os dois filhos bem perto da escola. Apesar disso, ela faz questão de levar e buscar a pequena Ana Paula, 9, que estuda no 5° ano do ensino fundamental, todos os dias na instituição. Para ela, segurança nunca é demais.

“Com essa obra vai ser muito melhor, ela ficará numa escola melhor e mais segura. Depois da reforma, pode chover, por exemplo, que não teremos mais preocupações. Minha filha dizia: ‘mãe, lá nos molhávamos quando chovia, mas ainda bem que agora vai ficar melhor’. Essa nova escola vai ser boa para ela e para as outras crianças”, revelou.

Também mãe de aluno, a doméstica Ana Cláudia Santos, 38, mora com o esposo e seus quatro filhos. Dois deles estudavam na escola: Ana Fernanda, 9, e Wendel, 6. “Realmente a escola não estava num estado de conservação bom, mas espero que melhore e que tenha muitas aulas, pois as crianças precisam estudar. Que seja melhor e que tenha um espaço de lazer para eles brincarem também”, disse.

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