Conheça o surfski, modalidade da canoagem que cresce em Salvador

Primeiro campeonato baiano da modalidade acontece sábado (11), no Porto da Barra

A empresária Urânia Carvalho é pioneira em águas baianas. Aos 61 anos, ela vai disputar o primeiro Campeonato Baiano de surfski, sábado (11), às 7h, com largada no Porto da Barra. A categoria amadora tem percurso de 6km até o Rio Vermelho. O trajeto da profissional tem 18km e vai até o píer Morada dos Cardeais.

“Não vou para brigar e sim para me divertir. O feminino nesse esporte é muito pequeno e agora começou a crescer, então é até para incentivar as pessoas. O surfski picou minha veia, me envolvi, me empolguei e vou fazer minha primeira prova”, vibra Urânia, que pratica o esporte há oito meses. Ela é uma das cinco mulheres entre os cerca de 40 atletas inscritos na competição.

O evento será uma oportunidade para os soteropolitanos conhecerem um pouco mais o esporte ainda pouco difundido no estado. Já bem fomentado em cidades como Brasília, Santos (SP), Vitória e Angra dos Reis (RJ), o surfski começou a ser praticado em Salvador em 2015. É um caiaque aberto com cerca de 6 metros de comprimento, estreito e leve, com pedais que controlam o leme, e pode chegar a 70km/hora em ondas.

“O surfski é uma canoagem oceânica e é conhecido como a Ferrari dos mares, por ser o barco a remo mais rápido do oceano. Ele foi criado em 1948 com o objetivo de fazer salvamento com surfistas de ondas grandes no Havaí. Começou para chegar mais rápido nos surfistas, pois naquela época não tinha jet ski. Depois, ganhou adeptos de canoagem por ser um barco mais rápido, que pega onda e rastro de lancha”, conta Bruno Machado, atual campeão brasileiro e presidente da Associação Baiana de Surfski (Abaski).

Surfista há 20 anos, Bruno destaca a semelhança entre os dois esportes. “Surfe e surfski são muito parecidos, só que você fica sentado. Precisa do mesmo equilíbrio, ter força, potência e resistência. O que muda mesmo é a posição do corpo. Ao invés de estar deitado e subir, no surfski você está sentado, mexendo todo o seu quadril”, compara.

Na avaliação dele, Salvador tem potencial para se transformar em um dos principais picos de surfski do Brasil. “A gente tem aqui um parque de diversões em alto nível. Vamos remando do Porto da Barra até a Pituba e voltamos pegando onda. Temos os rastros das lanchas para Mar Grande e todas as condições na Baía de Todos os Santos. Temos o melhor lugar no Brasil, com certeza, e um dos melhores lugares do mundo para a prática de surfski”. O equipamento pesa de 8kg a 16kg e custa entre R$ 4 mil e R$ 23 mil. Há duas modalidades, individual e dupla.

A segunda e última etapa do Campeonato Baiano acontecerá nos dias 7 e 8 de dezembro, junto com a etapa final do Campeonato Brasileiro de surfski, que será sediada em Salvador e terá largada em Itapuã.

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