Rui diz que é ‘descabido’ corte no orçamento da Ufba

O governador criticou duramente a decisão do Ministério da Educação de bloquear em 30% o orçamento da Universidade Federal da Bahia

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), criticou duramente a decisão do Ministério da Educação de bloquear em 30% o orçamento da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Para o petista, a medida é “descabida”. “Infelizmente, está virando rotina. Todos os dias notícias desastrosas, absurdas e descabidas. A Ufba é uma universidade reconhecida no país e ocupa os primeiros lugares entre as universidades brasileiras. É inexplicável isso. O Brasil vive um momento muito difícil. O Ministério da Educação vai entrar no quinto mês e até agora parece que não começou o governo ainda. É um negócio  impressionante o que eles estão fazendo com o nosso país”, afirmou.

O chefe do Palácio de Ondina ainda falou sobre a declaração do deputado federal Marcelo Nilo (PSB), que, em entrevista à rádio Metrópole, disse que não teve a retribuição devida pelos serviços prestados ao senador Jaques Wagner (PT) e ao próprio Rui Costa. “Eu era de uma lealdade canina aos governadores Jaques Wagner e Rui Costa. Uma coisa que hoje me arrependi. Minha lealdade canina não foi retribuída”, disse o socialista, ao reclamar da demora para ser atendido pelo governador e não ser convidado para ir ao Palácio de Ondina.

Rui Costa minimizou a declaração do aliado. “Marcelo é um grande amigo e continuará sendo um grande amigo do governador. E com certeza do  Wagner. As amizades não se enfraquecem rapidamente. Da minha parte, continua a amizade sempre forte”, pontuou o gestor estadual. O governador também comentou o crescimento do desemprego no Brasil. O petista atribuiu a situação às decisões tomadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“O desemprego infelizmente é muito em função da economia brasileira. O desemprego voltou a crescer no Brasil. Infelizmente, a economia brasileira está reagindo muito mal à condução que está sendo feita do nosso país. O emprego reage de acordo com a economia. Se a economia vai mal, o emprego vai mal”, avaliou. A taxa de desemprego no país subiu para 12,7% no trimestre encerrado em março, atingindo 13,4 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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