Homem é morto a tiros em Massaranduba; suspeitos são presos no hospital

Dois suspeitos estão custodiados no HGE e Hospital do Subúrbio

Um homem identificado como Ícaro Leonardo de Magalhães Cerqueira, de idade não revelada, foi morto a tiros de fuzil, na noite deste domingo (21), no bairro de Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador.

A vítima, que não portava documentos de identificação, chegou a ser socorrida pela Polícia Militar para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde os médicos constataram a morte.

Pouco depois que Ícaro deu entrada na unidade de saúde, por volta de 21h, a cunhada do rapaz, Rose Ane Peixoto de Oliveira, afirmou parentesco e apresentou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da vítima à polícia.

Ela, no entanto, não deu maiores informações sobre as circunstâncias do crime. Segundo boletim de ocorrência registrado no HGE, o crime aconteceu às 20h, na Praça da Mangueira, localizada na Rua Capitão Eugênio.

O documento acrescenta, ainda, que os policiais militares foram chamados para atender a uma ocorrência no lugar e se depararam com o rapaz baleado.

Prisão no hospital
Segundo a Polícia Civil, os dois responsáveis pelo homicídio são João Paulo Silva Lima, 19 anos, e Ueslei Marques Daltro, de idade não informada.

Em nota, a pasta afirmou que os dois também ficaram feridos e foram socorridos para o HGE e Hospital do Subúrbio, respectivamente, onde foram autuados em flagrante.

A polícia acrescentou que ainda não há informações sobre a dinâmica do crime e o paradeiro das armas utilizadas.

O jornal teve acesso à ocorrência que registrou a entrada de João Paulo, às 21h. Baleado na coxa esquerda, ele foi socorrido por uma vizinha e, aos agentes, afirmou que havia sofrido uma tentativa de assalto na região do Campo do Lasca, na Ribeira.

À reportagem, a mulher que socorreu o suspeito disse que estava passando de carro quando viu o rapaz ferido, no intermédio entre a Ribeira e Massaranduba.

“Conheço ele de vista. Eu não sei sobre o que aconteceu, mas as pessoas que estavam com ele afirmaram a versão do assalto. Socorri e aguardei a mãe dele chegar”, relatou a mulher, sem se identificar.

Tiros de fuzil
Embora tenha sido identificado, no HGE, pela cunhada, o corpo de Ícaro segue com a identidade ignorada no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), onde permanece aguardando o reconhecimento de familiares.

Segundo informações, uma fonte ligada à perícia inicial realizada na vítima, o rapaz tinha marcas de pistola e fuzil em diversas regiões do corpo.

A reportagem esteve no local em que Ícaro foi morto, na manhã desta segunda-feira (22), e o clima era de medo entre os moradores. A vítima, que era conhecida como Cabeça, morava próximo ao local onde caiu ferido, em frente ao Mana’s Bar.

Sem se identificar, uma mulher afirmou que era por volta de 19h40 quando o crime aconteceu.

“Estava acontecendo um paredão, alguns carros de som, e aí os caras chegaram metendo. Eu estava de costa, parecia metralhadora, foi uma rajada [de tiros]”, contou.
A testemunha também informou que outras pessoas foram baleadas durante o ataque. “Mas acredito que tenha sido para Cabeça mesmo, porque não tinha como, tiro para não acabar mais”, comentou, acrescentando que a vítima costumava frequentar a praça aos finais de semana.

Outras testemunhas disseram que o rapaz trabalhava, mas não comentaram com o quê. “Ele passava sempre de farda, acho que não era vagabundo. Pode ter sido até uma briga, hoje matam por tudo”, se limitou a dizer um homem.

Em nota, a Polícia Militar reiterou a informação que deu no HGE. Segundo a corporação, militares da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Uruguai) socorreram Ícaro.

“Uma vítima foi socorrida por populares e a outra foi socorrida pela guarnição para o Hospital, onde foi constatado o óbito”, diz a nota, sem citar o terceiro baleado. O crime é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH) Bahia de Todos os Santos (BTS).

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