Chamas de incêndio em fábrica de colchão chegaram a 30 metros

Pelo menos 15 famílias foram obrigadas a deixar as suas casas

As chamas do incêndio que começou na manhã desta terça-feira (19) na fábrica de colchões da empresa Ortobom, no bairro de Valéria, chegaram a atingir 30 metros, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Por precaução, cerca de 15 famílias que vivem no entorno da fábrica, nas ruas Eurico Temporal e Marcelino Garrido, foram obrigadas a deixar as suas casas. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, quatro viaturas estão atuando no combate ao fogo.

A fumaça pode ser vista em diversos pontos de Salvador, como a Avenida Paralela e a BR-324. As chamas começaram por volta das 5h50, na Rua Eurico Temporal. Os brigadistas do estabelecimento iniciaram o combate, mas, por conter muito material inflamável, as chamas se propagaram muito rápido. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há registro de vítimas e as causas do incêndio ainda são desconhecidas.

“Quem estava lá embaixo foi avisado para sair e estamos evacuando o local junto com  a Defesa Civil. Lá embaixo são dez casas e nessa área aqui também já saiu. Foram quatro casas aqui no início. Fizemos isolamento e preservamos os imóveis. Estamos usando todo material específico para combate a incêndio”, explicou o major do Corpo de Bombeiros Ramon Diego, que está à frente do combate.

O major explicou ainda que os bombeiros envolvidos na operação estão  fazendo uma contenção para que o fogo não avance. “Nesse momento conseguimos controlar nessa parte inicial, estamos agora com um foco na rua de trás”, disse. Ramon Diego informou ainda que alguns imóveis tiveram os telhados chamuscados pela fumaça.

Já o engenheiro da Defesa Civil de Salvador (Codesal), Antônio  Figueiredo, informou que os moradores mais próximos, em situação de maior risco, já foram evacuados e que no momento a preocupação maior é em avaliar a extensão e dimensão do incêndio, que não é de baixo controle.

“Estão surgindo vários focos e há também a dificuldade de acesso das equipes de combate. A questão da água já foi superada. A preocupação é conter a aproximação dos focos e evacuar os moradores. Os mais próximos já foram evacuados e nós estamos monitorando o andamento, o alastramento do incêndio para que novas residências não sejam atingidas pelas chamas”, explicou o engenheiro da Codesal.

Ainda segundo ele, por enquanto, as evacuações foram por precaução e não houve ainda prejuízo material nesses imóveis. “Foram evacuações causadas por precaução para proteger os imóveis. Quando acabar o incêndio faremos a avaliação estrutural dos imóveis, mas por enquanto não tem nem condições de se aproximar do foco”, disse.

A doméstica Maria de Lourdes da Silva, 55, conta que a filha, que mora no final da Rua Marcelino Garrido, nos fundos da fábrica, teve que pular o muro da residência na companhia do marido e dos quatro filhos, um 17, 15, 7 e 5 anos. Ela não conseguiu abrir a porta da casa por conta do forte calor. A própria aposentada também teve que deixar sua casa pelo cheiro forte da fumaça. “Acordei , por volta das 6h, com uns estouros e com a minha filha me ligando desesperada. Aí vi aquela cortina de fumaça. Fiquei desesperada”

Já a operadora de caixa Jéssica de Souza Matos, 24 anos, conta que estava dormindo quando recebeu uma ligação da mãe, que mora na Rua Marcelino Garrido. “Ela me disse que a fábrica estava pegando fogo. Ao mesmo tempo, eu escutei o barulho das explosões. Fiquei preocupada, porque meu padastro é funcionário da empresa. Mas aí soube que ele está de férias e fiquei aliviada”.

A mãe de Jéssica tem 40 anos e mora com a mãe, uma senhora de 80 anos. As duas tiveram que deixar o imóvel por conta da fumaça. Elas estão na casa de familiares em um bairro vizinho.

Compartilhar