Aliados de Bolsonaro na Bahia atribuem cerco sobre a Ford a políticos paulistas

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Bahia detectaram digitais de políticos paulistas na onda de boatos sobre um suposto plano do governo para retirar incentivos fiscais concedidos à Ford e o consequente fechamento da fábrica da companhia em Camaçari. “Essa conversa não passa de espuma criada em São Paulo por causa do fim das atividades da montadora em São Bernardo do Campo, cujo objetivo é pressionar para tentar obter alguma compensação”, disse o ex-deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), um dos principais interlocutores da Ford na esfera política. “São Bernardo fechou porque produzia basicamente caminhões e companhia decidiu sair desse mercado. Já Camaçari fabrica carros”, emendou Aleluia, que se reunirá hoje com a cúpula da Ford no Brasil.

Meia embreagem
A princípio, disse Aleluia, a montadora descartou o fechamento. “Não há também a menor hipótese de corte nos incentivos para a indústria automotiva no Nordeste. O governo sabe que seria um desastre”, afirmou.

Fala, Dayane!
A deputada federal Dayane Pimentel, presidente estadual do PSL, negou que o diretório do partido na Bahia tenha sido suspenso, como foi noticiado na edição de anteontem, com base em dados disponibilizados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por meio de sua assessoria, a parlamentar afirmou que a suspensão se refere apenas a repasses do fundo partidário, devido à falta de prestação das contas do PSL relativas a 2017. À época, informou a deputada, a sigla era comandada por outro grupo político, sem relação com os atuais dirigentes. Antes de Dayane, o partido era presidido pelo deputado federal Marcelo Nilo, hoje no PSB.

 

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