Pedido do MEC sobre hino nacional divide políticos baianos

O deputado federal Marcelo Nilo disse quando soube da solicitação do MEC sobre slogan do governo pensou que fosse “fake news”

O pedido do Ministério da Educação para que alunos, professores e funcionários sejam colocados em fila para cantar o hino nacional dividiu os políticos baianos. Da base do governador Rui Costa (PT), o deputado federal Marcelo Nilo (PSB) disse quando soube da solicitação do MEC pensou que fosse “fake news”. “Todos os dias, o presidente e seus ministros cometem erros. Desta vez, foi o ministro da Educação, que faz apropriação indevida da escola para fins partidários”, disse. “Não vejo problema em cantar o hino nacional nas escolas. Nosso hino é de todos os brasileiros. A questão é a recomendação para que seja lido o slogan de campanha do presidente eleito. Um verdadeiro abuso a nossa democracia”, acrescentou.

O deputado federal Jorge Solla (PT) também atacou a proposta do MEC. “O nazismo fazia a mesma coisa. Obrigar as crianças [de colégios privados, vejam] a serem filmadas a repetir o bordão da campanha eleitoral do presidente, um bordão que não respeita a laicidade do estado Brasileiro. É essa a nova do ministro da Educação”, condenou.

A vereadora Lorena Brandão (PSC) defendeu o pedido do ministério. “Nossas crianças precisam voltar a ser patriotas, ter o amor pela nossa nação. Isso foi esquecido nos últimos anos, mas agora celebro esta medida do Governo Federal. É um avanço para o restabelecimento do respeito e da educação nas escolas brasileiras”, disse Lorena, que é filha de militar, o bispo Átila Brandão de Oliveira. Sobre as críticas que a medida recebeu, a vereadora disse não entender o motivo de setores da sociedade criticarem a execução do Hino. “Não entendo as críticas. O que há de errado em promover o amor ao Brasil? Me orgulho e me emociono todas as vezes que canto o Hino Nacional. Essas críticas são desculpas para ‘autopromoção’”, pontuou. O vereador Alexandre Aleluia (DEM) endossou. “É essencial resgatarmos os laços de patriotismo dos nossos alunos e tratar isso como absurdo só prova como o Brasil estava no rumo errado”, disse.

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