“Não há risco de paralisação no Carnaval”, diz Hélio Ferreira

O vereador Hélio Ferreira, que já liderou diversas greves no Sindicato dos Rodoviários de Salvador, afirmou que não há risco de paralisação de ônibus durante o Carnaval

O vereador Hélio Ferreira (PCdoB), que já liderou diversas greves no Sindicato dos Rodoviários de Salvador, afirmou que não há risco de paralisação de ônibus durante o Carnaval. Os trabalhadores ameaçaram cruzar os braços em função de um imbróglio do pagamento da gratificação. “Não há risco de paralisação no Carnaval, já resolvemos a questão de valores com o secretário Fábio Mota, já definimos um valor, que ainda é um valor baixo mais é o que pode ser feito”, disse ontem, em entrevista ao programa “Política na Mesa”, da Rádio Câmara Salvador. “Nós conseguimos um milhão e trezentos mil para dividir entre a categoria nesse período de Carnaval e assim ainda vamos ver a forma para pagar esses funcionários, alguns acham que tem que pagar para todos os funcionários e outros dizem que só para quem vai trabalhar no circuito, vamos sentar com a categoria para decidir de forma democrática essa situação”, completou.

O edil destacou que briga ainda pela gratuidade de trabalhadores do transporte público no metrô de Salvador. “Temos uma luta para que os funcionários de transporte público tenham gratuidade no metrô e estamos buscando essa conquista aqui com uma pauta do sindicato permanente e essa luta já tem um tempo e quanto a gente não conseguir vamos batalhar até conquistar esse direito”.

Indagado sobre o projeto de regulamentação de aplicativos de transporte, como Uber e 99Pop, Hélio também se posicionou afirmando que “há espaço para todos”. “Porém temos que ver a regulamentação”, ressalta. “A entrada de outras vertentes no transporte vem da deficiência dos ônibus. Se ele quiser ganhar o passageiro do Uber têm que mostrar um serviço de qualidade, assim as pessoas vão ter mais uma opção de transporte, caso o transporte público como o ônibus venha com qualidade no serviço, como dar segurança, comodidade e ser mais barato, claro que o cidadão vai solicitar o ônibus”, avalia.

“A questão do Uber e táxi será um entendimento e já me coloquei à disposição na intermediação de ambos para chegar a uma solução, porém acho muito difícil por causa que não existe interesse das partes e ambos ficam brigando sem sentar para dialogar e todos os dois terão que ceder um pouco, com o uma solução quem vai ganhar será a cidade”, acredita.

Hélio Ferreira também falou detalhes sobre o projeto de Fundo de Mobilidade, apresentado por ele. “É bem amplo tem um conjunto tarefas que vem ajudar todos e são elas: estudante de escola pública, professores de escola pública, desempregado terão entradas gratuitas nos coletivos. Temos a proposta de reduzir a idade dos idosos para sessenta anos e também garantir benefícios dos colaboradores do transporte, como reabilitação psicológica, vacinação para a categoria e atendimentos de saúde nos terminais”, destaca.

“Enfim. uma série de demandas que venha beneficiar a categoria e a população necessita desses serviços. O fundo de mobilidade tem como o princípio de retirar essas pessoas que são excluídas de não ter condições de pegar transporte público e existe muita gente sem condições. E onde pegaria esses recursos para alimentar esse fundo do setor de transporte, do ISS, de uma parte dos valores das multas, e garantia essas tarifas sociais”.

Compartilhar