Preço do botijão de gás pode variar até 40% a depender do bairro

Petrobras autorizou aumento de até 1,4%, que deve começar a ser repassado para os consumidores a partir desta quarta-feira; aumento deve ficar entre R$ 0,26 e R$ 1

O preço do botijão de gás pode sair até 38% mais caro na capital baiana, a depender do bairro onde a compra é realizada. Em uma tour pela cidade para verificar se o aumento anunciado pela Petrobras de até 1,4% no valor do GLP Residencial já havia sido repassado para os consumidores, o gás de cozinha pode variar de R$ 58 a R$ 80.

A mudança no preço, além de variar de acordo com a localidade, também mudar conforme a forma de pagamento.

O preço do produto mais em conta encontrado pela reportagem foi no bairro de Amaralina, pela Brasilgás. Lá, se o comprador optar por pegar o botijão de 13kg no depósito, o valor fica R$ 58 no dinheiro. Se preferir entrega, o botijão passa a custar R$ 65. Mas esse preço ainda pode sofrer alteração se o local de entrega for muito distante.

Já o gás de cozinha mais caro foi identificado no bairro Luís Anselmo, também pela Brasilgás. No dinheiro e buscando na loja, o produto sai por R$ 71. Se o consumidor optar pela entrega, terá que desembolsar R$ 75 à vista. Se o pagamento for no cartão, o mesmo botijão, do mesmo valor, passa a custar R$ 80.

Os valores são bem semelhantes em depósitos da Liquigás e Nacional Gás. Em bairros como Engenho Velho de Brotas, Caixa D’água, Ribeira, Federação e Cosme de Farias, os valores variaram entre R$ 67 e R$ 72, mantendo os critérios de forma de pagamento e localidade para entrega.

Apesar do aumento autorizado de até 1,4% anunciado pela Petrobras, que já poderia ser repassado nas refinarias a partir dessa terça-feira (5), apenas em um dos locais visitados foi constatado um reajuste de segunda (4) para terça, que foi no Engenho Velho da Federação. O aumento foi de R$ 1, em uma distribuidora da Brasilgás.

Em outra loja, esta na Caixa D’água e administrada pela Liquigás, o dono do estabelecimento informou que o reajuste repassado deveria ser de R$ 0,26. Contudo, por se tratar de um valor pequeno, ele garantiu que não iria repassar para os seus consumidores.

Com tantas variações de preço, o melhor mesmo é pesquisar. “Eu sempre ligo para as distribuidoras para ver onde está mais barato. Desde antes da greve dos caminhoneiros que vejo como é gritante a diferença de preços. Às vezes vale mais gastar a gasolina do carro para ir buscar, do que pagar quase R$ 10 mais caro”, contou a comerciante Julieta Rosa, 48.

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