Internado, vereador Vado Malassombrado pede desculpas por sumiço

Ele deve ter alta no início da próxima semana

Ainda apresentando um quadro de aparente confusão mental, devido aos medicamentos utilizados pelos médicos para acalmá-lo, o vereador Edivaldo Ribeiro e Silva, 48 anos, o Vado Malassombrado (DEM), continua internado no Hospital Municipal de Salvador (HMS), no bairro da Boca da Mata. A pessoas mais próximas, o edil pediu desculpas pelo seu desaparecimento.

De acordo com uma pessoa próxima da família, Vado, em um encontro rápido com sua equipe de governo, na tarde desta quinta-feira (5), se mostrou preocupado e pediu desculpas pelo sumiço de 48 horas. Diabético, ele ainda se encontra em observação médica no segundo andar da unidade de saúde, recebendo soro fisiológico e controlando a taxa de açúcar no sangue.

Nesta quinta, foi solicitado pelos médicos uma tomografia mas, até o momento, não se sabe o resultado do exame. Ele deve ter alta no início da próxima semana.

“É um quadro de saúde estável, mas ainda não temos os resultados dos exames que foram feitos. Fora isso, ele se encontra sem ‘falar direito’ devido as medicações que são fortes. Uma medição para se acalmar, dormir, além daquelas para controlar o açúcar no sangue, pressão, essas coisas”, afirma a pessoa próxima.

Vado Malassombrado durante diplomação como vereador de Salvador (Foto: Arquivo)

O vereador não chegou a comentar com seus familiares e amigos os motivos pelos quais deixou a Câmara de Municipal de Salvador “aparentemente chateado” como relatou a sua assessora, a última a vê-lo no final da manhã da segunda-feira (3), antes de não dar mais notícias. Eles têm evitado  entrar no assunto para não chatear o vereador.

Também não se sabe ainda o que o edil estaria fazendo nas dunas do bairro de Itapuã, com uma bíblia em mãos e apresentando aparente confusão mental. “O que sabemos é que ele sempre foi uma pessoa que temeu a Deus, mas não havia motivos para isso”, comentou.

Quando foi encontrado pela polícia, no final da manhã desta quarta-feira (5), Vado afirmou que precisava ficar nas dunas até sexta-feira, sem entrar em mais detalhes. “Um investigador que encontrou com ele disse que ele afirmava que um mendigo que caminhava por ali seria um pastor evangélico”, acrescentou a pessoa próxima.

A sua equipe de governo acredita que, em fevereiro, Vado possa voltar as atividades na Câmara Municipal de Salvador para ocupar, como interino, um cadeira deixada por Léo Prates, eleito, neste ano, deputado estadual.

Compartilhar