Escola do Engenho Velho da Federação será reconstruída pela prefeitura triplicando vagas

Unidade de ensino foi demolida para sua reconstrução nesta quinta (6)

Foi com lágrimas nos olhos que a doméstica Fátima Araújo, 50 anos, assistiu, na manhã desta quinta-feira (6), vir abaixo o prédio de pré-moldado que abrigava a Escola Municipal Engenho Velho da Federação, no bairro de mesmo nome.

Morando atrás da construção há mais de 30 anos, Fátima não pôde segurar a emoção. A sensação ao ver um trator se aproximando dos dois andares da escola, que foi demolida para ser completamente reconstruída pela prefeitura, era uma mistura de tristeza – por ver o prédio desabar – e felicidade “por saber que será toda renovada”, explica.

A emoção é compreensível porque, além de matricular seus dois filhos e morar ao lado, foi na escola que ela estudou até o quinto ano do ensino fundamental.

A unidade de ensino, localizada na Primeira Travessa Neide, conhecida como Rua Marinalva, é a quarta a ser demolida pela gestão municipal para ser reconstruída ampliando o número de vagas. No calendário da prefeitura há mais 12 unidades para serem reedificadas.

Quando estiver pronta, de acordo com o prefeito ACM Neto, as vagas devem triplicar, aumentando de 300 para 900 o número de alunos matriculados na educação infantil, fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A previsão de entrega do novo prédio é de até 12 meses.

Prefeito ACM Neto autorizou demolição do prédio para reconstrução de nova unidade
(Foto: Secom/Divulgação)

Para erguer o novo imóvel, que terá 1.643 m² de área construída, serão investidos R$ 4,9 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). “É um pleito importante para a comunidade, teremos uma escola completa com oferta de creche e pré-escola. As crianças daqui não precisarão sair para estudar na (escola) Oswaldo Cruz, no Rio Vermelho”, disse Bruno Barral, secretário de Educação do município.

Segundo a secretária da escola, Márcia Cristina, que está na coordenação desde 2011, a situação do antigo prédio dificultava o aprendizado dos alunos em sala de aula. Isso porque, além de apresentar aparentes falhas estruturais, o espaço, por vezes, alagava em dias de muita chuva.

“Muito difícil, com várias rachaduras, o teto, em muitos lugares, estava caindo. Salas inclusive que não poderiam fechar devido ao desnivelamento dos espaços”, descreveu.

Todo o quadro de alunos, ainda segundo ela, foi transferido para um prédio alugado pela prefeitura na Avenida Vasco da Gama, nas proximidades da Perini, em dezembro, quando o anúncio da reconstrução foi feito.

A consultora de vendas Lilian Paim, 34, faz parte da turma a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, quatro dos seus sete filhos também estão matriculados na escola. Ter o prédio entregue em 12 meses será um alívio já que o trajeto até o espaço temporário atrapalha, de acordo com ela, a rotina das mães que precisam caminhar mais para levar seus filhos à aula.

“Precisávamos muito dessa ‘reforma’. Quando estava chovendo não tinha condições nenhuma de ter aula. Espero que não demore muito tempo para ficar pronto porque temos dificuldades de locomoção até o prédio temporário”, contou.

Ainda de acordo com o prefeito ACM Neto, a sua gestão deve criar 11 mil novas vagas em escolas municipais em 2019.

“A escola não vai dever a nenhuma outra particular de Salvador. É importante que a cidade compreenda o peso social de oferecer novas vagas na educação infantil. Quando chegamos na administração municipal, a cidade só oferecia apenas 18 mil vagas. Já podemos comemorar porque, em 2018, atingimos 44 mil matriculas”, disse o prefeito.

Compartilhar