Salvador registra temperaturas acima da média em dezembro

Clima está sendo influenciado por Zona de Convergência do Atlântico Sul

A costureira Maria Antônia Souza, 53 anos, estava caminhando com dificuldade pela Avenida Sete de Setembro na manhã desta quinta-feira (6). O clima abafado e o calor excessivo deixaram a camisa que ela vestia grudada nas costas de tanto suor e foram necessárias muitas garrafas com água para enfrentar o calor.

“É um mormaço, um calor abafado. Nem a chuva que caiu na semana passada aliviou. Estou evitando sair de casa. A noite não muda nada. A conta de luz está vindo mais cara por conta do ventilador. Sei que o Verão está chegando, mas parece que a cidade está mais quente que o normal”, afirmou.

Dona Maria tem razão. Segundo o Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Salvador está registrando temperaturas acima dos 30 ºC em dezembro, quando a média esperada era entre 28 ºC e 29 ºC na transição entre a primavera e o verão.

Pode parecer pouco, mas 1 ºC faz muita a diferença, isso porque quando o tempo está abafado a sensação térmica pode ser de 2 ºC acima do que o termômetro está marcando. A segunda-feira (3) foi o dia mais quente até o momento, com os equipamentos registrando 33 ºC.

Segundo o ClimaTempo, a temperatura alcançou os 32 ºC nesta quinta, mas a sensação térmica foi de 33 ºC. Na sexta (7), os termômetros da capital devem marcar novamente 32 ºC. A mínima prevista é de 23 ºC e deve acontecer no início da manhã.

No interior as chuvas começaram a se intensificar a partir do dia 25 de novembro. Segundo os meteorologistas do Inema, o mau tempo é consequência da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que surge da Amazônia e segue do Norte para o Nordeste do país.

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou que a previsão para sexta (7) e sábado (8) é de céu parcialmente nublado com poucas possibilidades de chuvas e sem risco de alagamentos ou deslizamentos de terra.

O mau tempo deve reaparecer no domingo (9), mas de forma fraca e moderada. A ZCAS voltará a atuar sobre a capital e o Recôncavo e, por isso, existe risco de regiões ficarem alagadas e de ocorreram deslizamentos de terra.

Compartilhar