Pastor Sargento Isidório: “Não gosto dessa história de bandido bom é bandido morto”

Em entrevista ao programa Política na Mesa, da Rádio Câmara Salvador, o deputado Pastor Sargento Isidório criticou algumas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro

O deputado federal eleito Pastor Sargento Isidório (Avante) criticou o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em entrevista ao programa Política Na Mesa, da Rádio Câmara Salvador. O parlamentar baiano mais votado de 2018 discorda dos projetos do futuro governo para a área de segurança pública. “A única coisa que eu não apoiei no Bolsonaro é a questão do símbolo da arma. E Jesus, em nenhum momento da Bíblia, falou em matar ninguém. Essa história de bandido bom é bandido morto… Não gosto dessa história. Acho que essa história de matar bandido, acho que tem que começar de cima. Começar de Brasília”, destacou. Isidório se disse a favor da federalização das polícias. “Eu tenho 30 anos de polícia e não matei ninguém. E não pretendo matar. Policial quer respeito à profissão, dignidade e respeito. Policial não é serial killer. Estou brigando pela federalização das polícias Civil e Militar”.

Durante a entrevista, o parlamentar falou com empolgação sobre o projeto da Fundação Doutor Jesus, que visa recuperar homens e mulheres que enfrentam a dependência química. “A Fundação foi feita a partir da minha residência. Moro lá com minha esposa e meus filhos. Nós fizemos um modelo em gratidão ao que Deus fez para a nossa vida”, exaltou. O baiano também revelou detalhes sobre o projeto da faculdade estadual, que será erguida nas proximidades do projeto – em parceria com a Secretaria de Educação da Bahia. “Apresentei o projeto para o então secretário [Walter Pinheiro] e eles viabilizaram tudo”, pontuou.  “A faculdade é um sonho antigo. A Região Metropolitana toda está precisando. Recebo estagiários de ação social, nutricionistas, educação… As pessoas começaram a dizer que isso aqui é um laboratório. […] Estudamos a viabilidade. Será uma faculdade para todos os que queiram. Pinheiro fala muito em ser uma extensão da Uneb. Eu tinha pensado em algo mais rápido, uma faculdade particular. Mas como ele disse que vai agilizar… Já mandou engenheiros e tudo”.

Apesar de demonstrar gratidão ao governador Rui Costa (PT) pelo engajamento no projeto, o deputado reclamou sobre os atrasos nos repasses do Governo do Estado para pagar as despesas. Ele afirmou que desde junho não recebe uma “banda de conto”, segundo palavras próprias, do executivo estadual. “Quem vê a alegria do palhaço não sabe o sofrimento. […] Em princípio, pensei [o atraso] que fosse por conta do período eleitoral. Mas pelo que estou vendo o Estado vai passar por sérias dificuldades”, lamentou.

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