‘Sou sério’, diz professor afastado do Vieira após polêmica em grupo de WhastApp

O professor de química Marivan Santos, que pediu afastamento do Colégio Antônio Vieira (CAV)  na sexta-feira (9) , relata como foi o seu último dia de aula na escola. Ele ficará distante das atividades por tempo indeterminado. A decisão aconteceu após polêmica envolvendo sua participação no grupo de WhatsApp “Direita Delirante”, que se chamava “Direita CAV” quando ele foi membro. Cerca de 10 alunos da instituição, uma das mais tradicionais de Salvador, participaram da troca de mensagens de apologia à tortura e violência contra mulheres e indígenas. Uma professora do colégio foi alvo das ameaças.

“Na sexta-feira (9), eu estava na aula, normal. Dei a primeira aula e, na segunda, percebi alguns olhares diferentes, que não eram habituais. Minhas aulas são sempre muito interativas. Aí eu coloquei que estava muito decepcionado enquanto pessoa e profissional”, explica o professor, por telefone.

“Falei que estava muito mexido com essa situação toda e que, para mim, só é interessante dar aula se for por prazer. Então, em função disso, eu me afastei. Ainda fui questionado: ‘professor, mas semana que vem tem sua revisão para [o vestibular] da Bahiana’. Eu falei que não, não tem mais. E fui direto para o setor pessoal”, acrescenta.

Segundo a escola, a situação de cada um será avaliada individualmente. A punição pode variar entre advertência, suspensão ou, a depender da gravidade do ato, até bloqueio da matrícula no próximo ano letivo.

O professor acrescenta ainda que, em momento algum, solicitou a sua entrada no grupo de mensagens. “Esse fato acontecido me chateou muito. Primeiro, porque eu nunca fiz, nem compactuei, nem colaborei, nem apoiei nenhuma atitude de cunho homofóbico, racista ou torturador. O que aconteceu é que no dia 17 de setembro me colocaram no grupo. Eu não pedi para entrar. Colocaram não só eu, como outros colegas. O nome do grupo era Direita CAV. Nesse momento, o contexto era sobre o Partido Novo. Como não gosto de me envolver em questões políticas no ambiente profissional, eu saí dois dias depois”, conta ele, que se assustou com o número de participantes.

“Não sei quantas pessoas tinham no início, mas o grupo aumentou assustadoramente, não só com pessoas do Vieira, mas pessoas de fora, não necessariamente alunos”, completa.

Conselho de classe
Marivan acredita que seu nome pode ter sido exposto porque o colégio está em período de conselho de classe e, talvez, por ser um professor considerado rigoroso por alguns estudantes tenha sido alvo das atenções.

‘Acho que isso só saiu agora porque estamos em semana de conselho de classe e existem muitos alunos pendurados. Não sou um professor temoroso, mas sou coerente, que não gosta de zuada em sala. Sou sério. Em função disso, acredito, fizeram isso tudo’, crê ele, que diz ter sido alvo de montagens.

“Enviaram para a escola imagens que não são prints de celular. As imagens mostraram a data que me colocaram no grupo, com montagens de matérias, áudios e teor impróprio, inadequado. Nas montagens feitas para a escola, eles tiraram foto de telas de celulares, não eram prints. Disseram que o professor fazia parte do grupo. Quando a escola começa a averiguar e fazer o trabalho investigativo, chega-se a esse grupo. Aí perceberam que eu e outros funcionários não mais estavam mais lá. Perceberam também que foi montagem. A escola tem consciência disso, que o professor não fazia parte do grupo (nesse momento). Só fiquei dois dias. Não tinha esse cunho, teor, nem o nome era o mesmo”, defende-se.

Postura em sala de aula
Também acusado por estudantes que preferiram anonimato, de fazer piadas inadequadas em sala de aula, ele se defendeu e negou. “Essas piadas constrangedoras em sala de aula nunca existiram. Essa não é a minha prática. Eu coloquei para meu grupo de alunos, inclusive, que, se em algum momento eu não compactuei com os princípios inacianos [linha de conhecimentos pedagógicos], não me defendam. Se eu tivesse essa prática (que acusaram), eu não estaria há duas décadas na escola. É a única escola que estou no momento, por amor. Meus filhos permanecem aqui, meus sobrinhos permanecem aqui. E permanecerão”, informa.

Agora afastado, Marivan vai dar um tempo das salas de aula e se dedicará à atuação como consultor da área de tecnologia de alimentos em uma empresa privada, cujo nome preferiu não informar, e também de forma particular. Ele também contratou uma empresa de assessoria de imprensa para cuidar da sua imagem, segundo conta.

“É meu desejo que tudo isso se esclareça, que os meios legais e jurídicos possam ter acesso a esses celulares, a todo o conteúdo desses grupos e conversas, para que consigam mostrar quando os professores foram incluídos. Quero que os responsáveis sejam efetivamente punidos”, conclui.

Relembre o caso
“Eu tenho vontade de dar uma paulada na cabeça dela”, “Tortura essas p*** dando 5 facadas logo”, “Que tal mandar os bandidos pras reservas indígenas? Aí eles se matam e matam os índios também”, “Índio é inútil, só serve pra ter feriado”. Todas essas mensagens foram escritas por estudantes do Colégio Antônio Vieira, que conta com cerca de 120 membros

Na noite de terça-feira (6), quando tomou conhecimento do conteúdo, o CAV emitiu uma nota de repúdio. “Os conteúdos são contrários aos princípios cristãos, que norteiam a nossa prática educativa”, diz a instituição católica, que tem 107 anos de fundação.

Coordenador pedagógico do ensino médio do Vieira, José Teixeira Neto conversou por telefone e afirmou que a direção do colégio vai “apurar melhor o fato e decidir o que fazer”.

“Começamos a averiguar as responsabilidades dentro desse grupo de WhatsApp. Quem são os autores, quem interagiu. Precisamos detectar o nível de responsabilidade de cada um dos participantes para aplicar as devidas sanções. Felizmente esse pequeno grupo não representa as juventudes que trabalhamos no colégio, tampouco a juventude baiana e brasileira”, garantiu o coordenador, que é conhecido como Zelão pelos estudantes.

Ele acredita ainda que punir não é a única atitude que a instituição precisa tomar. Como o Colégio Antônio Vieira faz parte da chamada Rede Jesuíta de Educação, presente em escolas espalhadas pelo mundo todo, o coordenador considera fundamental que os valores pregados pelo colégio sejam reforçados e que haja mais investimento na formação dos alunos como seres humanos, para que eles assimilem melhor o discurso de paz e respeito pregado pelo local onde estudam.

“Nossa escola não está fora do mundo. Vivemos em um momento de acirramento e essa questão fatalmente iria acontecer por aqui. Eles [os alunos] não agiram partidariamente, mas assimilaram um discurso que diz que eles podem falar qualquer coisa, inclusive agredir outras pessoas”, analisa o coordenador.

“As equipes técnicas do colégio e o corpo docente precisam ampliar o trabalho formativo com os valores humanos. Não é uma questão de tolerância, é questão de respeito”, completa.

Foto: Reprodução

Confira a nota do CAV na íntegra:
“O Colégio Antônio Vieira externa o seu repúdio às mensagens ofensivas postadas no grupo de WhatsApp por alguns alunos, que chegaram ao conhecimento da Direção nesta semana. Esses conteúdos são contrários aos princípios cristãos, que norteiam a nossa prática educativa.

Estamos apurando o ocorrido com alunos, familiares e educadores a fim de elucidar a questão, visando tomar todas as providências cabíveis diante dessa situação lamentável. Ratificamos que os discursos desse grupo não representam os princípios da nossa comunidade educativa. Reafirmamos o nosso empenho em prol da formação de cidadãos comprometidos com valores éticos e com a transformação da nossa sociedade. 

Atenciosamente,

Direção do Colégio Antônio Vieira”.

Especialistas
Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Telma Brito se dedica a pesquisas sobre ódio nas redes sociais. Pedagoga por formação, ela ressalta que a escola não pode ser a única responsável pela educação de crianças e jovens, e aponta que a sociedade vive um extremo período de polarização.

Telma diz ainda que é necessária a participação dos pais ou responsáveis no processo formativo de qualquer pessoa. “A escola vai precisar trabalhar mais ainda os valores que ela acredita. E tem que incluir as famílias, os pais ou responsáveis. Tem que chamar a comunidade para dentro da escola, para dentro do assunto. Não será possível solucionar só com os estudantes. As famílias precisam ser incluídas nessa conversa”, orienta a especialista.

Segundo a professora, o episódio ocorrido no Vieira pode ser enquadrado em um conceito chamado de “desengajamento moral”, uma teoria escrita pelo psicólogo canadense Albert Bandura que aponta a existência de um deslocamento de responsabilidades, aliado à ideia de que não é necessário assumir ou responder por aquilo que é dito, principalmente nas redes sociais.

“É preciso entender que as redes sociais quebram quase completamente a noção de privacidade. Mesmo em um grupo restrito, informações podem vazar com um simples print e qualquer coisa que se fala fica exposta”, alerta Telma Brito.

“Tanto os adolescentes, quanto qualquer pessoa, precisam compreender que uma palavra dita pode ser vista em diversos lugares, e que há consequências a serem pagas”, completa.

Outros casos
O Colégio Vieira não é o único que registrou caso recente de agressão, intolerância e ameaça. No final do mês outubro uma aluna do Colégio São Paulo, também da rede particular de ensino em Salvador, foi ameaçada de morte em uma rede social após discussões políticas. Um colega, que criou um perfil falso para perseguir a adolescente, chegou a ameaçar a garota de morte. “Pvta [piveta] se cuide viu. Vou atrás de tacar a p*rra de vc (…). Vai se f*der na minha mão. Bolsonaro vai acabar com vocês feminazi tudo (sic)”, escreveu, em mensagens privadas no Instagram.

A jovem divulgou o conteúdo das mensagens e voltou a ser abordada pelo estudante. “Tá postando coisa pq p*rra? Ficou com medo n? Vai morrer viu? Última vez que te aviso quando (sic) mais apoio vc acha que ta ganhando, mais os meninos do grupo estão. Sua ‘oposição’ como você insiste em falar vai lhe custar 17 facadas pra voc morrer que nem aquele mestre de capoeira preto que votou na petralhada”, escreveu, citando o músico e mestre de capoeira Moa do Katendê, assassinado no dia 8 de outubro, também após uma discussão política.

A mãe da vítima registrou queixa na Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) e acionou a Defensoria Pública do Estado. Pouco mais de duas semana após a ocorrência, ela contou à reportagem que a família da garota tem se esforçado para tranquilizar a garota.

“Está sendo difícil para nós. É uma situação muito dolorosa e estamos tentando blindar minha filha disso”, desabafa a mãe.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o processo corre em segredo de Justiça e está sob responsabilidade da promotora Livia Vaz, responsável pela promotoria da área da infância. O MP-BA também afirmou em nota que já instaurou procedimentos para o acompanhamento dos casos relacionados aos colégios São Paulo e Antônio Vieira junto às escolas.

Procurado pela reportagem, o Colégio São Paulo preferiu não se manifestar sobre as medidas que tomará internamente em relação ao estudante envolvido no caso.

Ódio nas universidades
O caso de intolerância não é exclusivo das escolas. Também no mês passado, na Universidade Federal da Bahia (Ufba), um estudante de Medicina Veterinária gravou áudios ameaçando violentar alunas que defenderam uma posição política diferente da sua – ele diz que vai “cortá-las ao meio”.

Os áudios circularam entre os alunos, até que uma jovem decidiu publicá-los em um grupo que reúne a maioria dos estudantes da universidade, que tem mais de 250 membros.

Após a atitude, o Coletivo Feminista da Escola Veterinária e Zootecnia divulgou uma nota de repúdio às declarações. Segundo o coletivo, o áudio foi postado em um grupo de estudantes homens, após o resultado da eleição.

“Esse indivíduo promove um perigo a todas as mulheres da comunidade e a quem, de forma correta, divulgou o áudio para conhecimento público”, diz a nota. O estudante teria gravado outros áudios ameaçando de morte o colega que teria “vazado” as declarações.

“É importante salientar que atitudes como essa não serão mais toleradas e serão combatidas da mesma forma e que todas as medidas cabíveis serão tomadas buscando a punição de todos os agressores”, completa o coletivo.

Uma estudante do curso, que não quis se identificar, contou que o jovem já era conhecido por atitudes machistas e homofóbicas.

“A gente já tinha um pé atrás com ele, mas é difícil você conviver com medo. Esse áudio foi uma surpresa porque foi tão agressivo e direto que fiquei com medo da agressividade dele, ou ainda de ele chegar e ameaçar pessoas. Mas (a solução) é tentar ter resistência e bater de frente”, diz.

A Ufba emitiu uma nota de repúdio sobre o caso e abriu investigações juntamente a um processo administrativo contra o aluno. Segundo a Universidade, o processo corre normalmente, mas a “tramitação é lenta e pode se arrastar por anos”.

Recentemente, foi criado o Observatório da Intolerância Política, canal de atendimento a denúncias composto pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal na Bahia, além das Defensorias Públicas do Estado e da União e pela Ordem do Advogados do Brasil, seção Bahia (OAB-BA). Desde o fim das últimas eleições, os três casos citados nesta matéria (Colégio São Paulo, Colégio Antônio Vieira e Ufba) foram registrados no Observatório.

Veja como denunciar crimes virtuais

  • Observatório da Intolerância Política na Bahia – Defensoria Pública do Estado da Bahia – observatorio.defensoria.ba.def.br | Telefone: A ligação para o número 129 (OPÇÃO 1) é totalmente gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou até mesmo orelhão. Orientação em todas as áreas de atuação da Defensoria Pública.
  • Ouvidoria do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) –  Avenida Joana Angélica, nº 1.312, Nazaré – Salvador, BA. Telefones: 0800-284-6800; (71) 3103-0490 e 3103-0491
  • Grupo Especializado de Repressão aos Crimes por Meios Eletrônicos – Endereço: Rua Politeama de Baixo, s/n (Localizado em uma sala da Polinter – Complexo Policial dos Barris –). Telefone: (71) 3117 – 6109.
  • Cedap (Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa) – Atendimento médico, odontológico, farmacêutico e psicossocial a pessoas vivendo com HIV/AIDS. Endereço: Rua Comendador José Alves Ferreira, nº240 – Fazenda Garcia. Telefone: 3116-8888.
  • Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan) – Oferece atendimento jurídico e psicossocial a crianças e adolescentes vítimas de violência. Endereço: Rua Gregório de Matos, nº 51, 2º andar – Pelourinho. Telefone: 3321-1543/5196.
  • Cras (Centro de Referência de Assistência Social) – Atende famílias em situação de vulnerabilidade social. Telefone: 3115-9917 (Coordenação estadual) e 3202-2300 (Coordenação municipal)
  • Creas (Centro de Referência Especializada de Assistência Social) – Atende pessoas em situação de violência ou de violação de direitos. Telefone: 3115-1568 (Coordenação Estadual) e 3176-4754 (Coordenação Municipal)
  • Creasi (Centro de Referência Estadual de Atenção à Saúde do Idoso) – Oferece atendimento psicoterapêutico e de reabilitação a idosos. Endereço: Avenida ACM, s/n, Centro de Atenção à Saúde (Cas), Edifício Professor Doutor José Maria de Magalhães Neto – Iguatemi. Telefone: 3270-5730/5750.
  • CRLV (Centro de Referência Loreta Valadares) – Promove atenção à mulher em situação de violenta, com atendimento jurídico, psicológico e social. Endereço: Praça Almirante Coelho Neto, nº1 – Barris, em frente a Delegacia do Idoso. Telefone: 3235-4268.
  • Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) – Em Salvador, são duas: uma em Brotas, outra em Periperi. São delegacias que recebem denúncias de violência contra a mulher, a partir da Lei Marinha da Penha.
  • Deam Brotas – Rua Padre José Filgueiras, s/n – Engenho Velho de Brotas. Telefone: 3116-7000.
  • Deam Periperi – Rua Doutor José de Almeida, Praça do Sol, s/n – Periperi. Telefone: 3117-8217.
  • Derca (Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente) Endereço: Rua Agripino Dórea, nº26 – Pitangueiras de Brotas. Telefone: 3116-2153.
  • Delegacias Territoriais – São as delegacias de cada Área Integrada de Segurança Pública. Segundo a Polícia Civil, os estupros que não são cometidos em contextos domésticos devem ser registrados nessas unidades. Em Salvador, existem 16 (http://www.policiacivil.ba.gov.br/capital.html).
  • Disque Denúncia – Serviços de denúncia que funcionam 24 horas por dia. No caso de crianças e adolescentes, o Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos oferece o Disque 100. Já as mulheres são atendidas pelo Disque 180, da Secretaria de Políticas Para Mulheres da Presidência da República. Fundação Cidade Mãe – Órgão municipal, presta assistência a crianças em situação de risco. Endereço: Rua Prof. Aloísio de Carvalho – Engenho Velho de Brotas.
  • Gedem (Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia) – Atua na proteção e na defesa dos direitos das mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero. Endereço: Avenida Joana Angélica, nº 1312, sala 309 – Nazaré. Telefone: 3103-6407/6406/6424.
  • Iperba (Instituto de Perinatologia da Bahia) – Maternidade localizada em Salvador que é referência no serviço de aborto legal no estado. Endereço: Rua Teixeira Barros, nº 72 – Brotas. Telefone: 3116-5215/5216.
  • Nudem (Núcleo Especializado na Defesa das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Defensoria Pública do Estado) – Atendimento especializado para orientação jurídica, interposição e acompanhamento de medidas de proteção à mulher. Endereço: Rua Pedro Lessa, nº123 – Canela. Telefone: 3117-6935.
  • Secretaria Estadual de Políticas Para Mulheres Endereço: Alameda dos Eucaliptos, nº 137 – Caminho das Árvores. Telefone: 3117-2815/2816.
  • SPM (Superintendência Especial de Políticas para as Mulheres de Salvador) – Endereço: Avenida Sete de Setembro, Edifício Adolpho Basbaum, nº 202, 4º andar, Ladeira de São Bento. Telefone: 2108-7300.
  • Serviço Viver – Serviço de atenção a pessoas em situação de violência sexual. Oferece atendimento social, médico, psicológico e acompanhamento jurídico às vítimas de violência sexual e às famílias. Endereço: Avenida Centenário, s/n, térreo do prédio do Instituto Médico Legal (IML) Telefone: 3117-6700.
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