Motos eram vendidas por R$ 300 em esquema de fraude no Ciretran na Bahia

Nove pessoas foram denunciadas pelo MP por fazerem parte do esquema criminoso

Nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público estadual por fazerem parte de um esquema criminoso que consistia na liberação de documentos falsos, subtração, venda e receptação de veículos depositados no pátio da 8ª Circunscrição de Trânsito (Ciretran), em Juazeiro. O órgão é vinculado ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA).

A denúncia foi oferecida à Justiça na última quinta-feira (25), pelos promotores de Justiça Márcio Henrique de Oliveira, Raimundo Moinhos e Roberta Masunari, e decorre de operação conjunta realizada pelo MP e a Polícia Civil realizada em 11 de outubro. Na ocasião, foram presos preventivamente o coordenador da 8ª Ciretran, Ítalo José dos Santos Souza e o supervisor de inspeção do órgão, Jair dos Santos Santana. Os dois foram denunciados por formação de organização criminosa e corrupção passiva.

Os despachantes Jaisson e Souza e Juracy Macena dos Santos; o funcionário público Gedeon Gonçalves dos Santos e o motorista Mardônio Alves de Sousa também foram denunciados pelos mesmos crimes. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas se encontram foragidos.

O marceneiro Marcondes Alves de Sousa, o chaveiro Reginaldo Dantas do Nascimento e o comerciante Valdeilton Nunes Almeida foram denunciados por crime de receptação, porque adquiriram os veículos com conhecimento de que a compra era produto de um crime.

Conforme a denúncia, o coordenador Ítalo José Souza comandava a organização criminosa, que contava com a atuação de despachantes para obter vantagem patrimonial indevida, por meio da subtração de automóveis do interior do próprio órgão e da emissão de documentos públicos falsificados, cobrando valores em troca dos veículos.

Cerca de 19 motocicletas chegaram a ser furtadas do pátio do Detran local, em troca de pagamento no valor entre R$ 300 e R$ 400. Segundo a denúncia, um veículo também foi negociado ilegalmente pela organização criminosa pelo valor de R$ 2 mil. Ítalo Souza e Gedeon Gonçalves também foram denunciados por peculato, falsificação de documentos públicos e por inserir dados falsos em sistema de informações.

Compartilhar