Candidato ao Senado pelo PSOL, declara: ” Defendemos a desmilitarização da polícia”

Segundo o candidato, "A solução que o PSOL aponta é a PEC 51, que é desmilitarização da polícia"

Em entrevista ao Programa Acorda Pra Vida na manhã desta quinta (13), o candidato ao Senado pelo PSOL, Fábio Nogueira, conversou com o apresentador Almir Santana e falou sobre suas propostas como postulante.

Conforme o candidato psolista, atenção básica na saúde é uma meta, “Primeiro precisamos fortalecer o SUS, e ao mesmo tempo combater iniciativas como a desvinculação de receitas. No caso do SUS, é o sistema que não está baseado na ideia do hospital, saúde pública é política de prevenção, precisamos fortalecer a atenção básica. Existe uma demanda reprimida, porque tem um descaso do poder público. A partir da aprovação da Lei da responsabilidade Fiscal, ela coloca freios nos gastos públicos. O estado ao invés de fazer concursos, faz contratações de empresas e quem sempre fica chupando o dedo, é a população”, afirmou.

Segurança 

“Temos uma posição critica sobre segurança pública na gestão Rui Costa, como o caso do Cabula, onde mostra que a segurança está falida. A solução que o PSOL aponta é a PEC 51, que é desmilitarização da polícia.  Estabelece o fim do regime militar na polícia. Defendemos um modelo único de polícia, investimento na inteligencia, hoje não tem nem perito. Nada melhorou, não resolveu. Na visão do PSOL, o dependente químico não pode ser considerado um marginal. Podemos ter o SUS, assumindo o cuidado desses dependentes. A pessoa precisa se converter a alguma religião para se livrar do problema alcoolismo?”, questionou o candidato.

Emprego

“Temos que fortalecer a agricultura familiar, tudo que é produzido pelo agronegócio vai pra fora, e não gera renda ou emprego. A economia popular precisa ser tratada de maneira diferente, inclusive em Salvador onde a informalidade é muito grande. Temos que redirecionar os investimentos no turismo, como em Paris no Louvre, precisamos investir no turismo cultura. A Bahia está vivendo um processo de desindustrialização, o atual governo valoriza os polos industriais de outras cidades e a Bahia perde com isso”.

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