‘Nunca fiz mal a ninguém’, diz Bolsonaro em vídeo gravado no hospital

Candidato do PSL foi esfaqueado ontem em Minas Gerais

Horas depois de ser esfaqueado, o candidato  do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro gravou um vídeo na Unidade de Terapia Intensiva na Santa Casa de Juiz de Fora (MG) e divulgado nas redes sociais na madrugada desta sexta-feira (7) pelo senador Magno Malta (PR).

“Até o momento, Deus quis assim. Eu me preparava para um momento como esse porque você corre riscos. Mas, de vez em quando, a gente duvida, né! Será que o ser humano é tão mau assim? Nunca fiz mal a ninguém”, afirmou o deputado federal.

Magno Malta aparece acompanhado dos filhos de Bolsonaro. No início do vídeo, o grupo aparece fazendo orações enquanto o candidato aparece acordado e lúcido. O presidenciável deve ficar internado por até uma semana, segundo os médicos, e seu estado de saúde é considerado grave, mas estável. O vídeo foi divulgado inicialmente pelo site O Antagonista.

Diante de seu quadro de saúde, o candidato vai ficar afastado da campanha eleitoral, sem previsão de voltar às ruas no curto prazo. Em um pronunciamento nas redes sociais, o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, convocou os seguidores a rezarem por Bolsonaro. “Hoje as eleições não importam. Você que está preocupado com a saúde do nosso capitão não se deixe esmorecer”, apelou.

Bolsonaro deverá ficar pelo menos uma semana hospitalizado, segundo os médicos da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde foi atendido logo após a agressão. O candidato levou uma facada na região abdominal, quando fazia campanha na cidade. O agressor, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante.

O presidente do PSL participava do ato de campanha com Bolsonaro, em Juiz de Fora. Bebianno contou que o candidato “foi para o meio da multidão, como sempre, por vontade própria, com o peito e o coração abertos”. Disse ainda que a campanha de Bolsonaro sabia que o candidato enfrentaria “inimigos ardilosos, incapazes de conviver com o contraditório, avesso à real democracia”.

Usando comandos para estimular os apoiadores de Bolsonaro, Bebianno afirmou que o medo não os impedirá de cumprir a missão. “Mais impactante que as ameaças é a esperança que nos impulsiona”, disse o presidente do PSL, usando a hashtag #OrePorBolsonaro.

Flávio e Eduardo Bolsonaro, filhos do candidato, deixaram a campanha e seguiram para Juiz de Fora. Disputando o Senado, Flávio acompanharia o desfile de 7 de setembro no Rio de Janeiro e depois faria campanha em Rio das Ostras, Campos dos Goytacazes e Itaperuna. Eduardo gravou vídeo falando da situação do pai e escreveu nas redes sociais: “Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde”.

Com seis segundos em cada bloco do horário eleitoral gratuito, Bolsonaro estava investindo nas mídias sociais e na campanha de rua. Segundo as últimas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro lidera a corrida pelo Palácio do Planalto.

O candidato a vice-presidente, General Mourão, disse à Agência Brasil que o PSL não convocou reunião, mas que, neste momento, “o principal é organizar o dispositivo”. “O nosso compromisso é com o Brasil. Nosso projeto é esse. Nada vai nos deter”, afirmou.

Mourão recebeu a notícia da agressão quando chegava a Porto Alegre para um congresso de neurocirurgia. Nesta sexta-feira, retornará ao Rio de Janeiro, onde reside. “Bolsonaro é um homem forte. Vai se restabelecer para ganharmos no primeiro turno”, disse.

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