Candidatos baianos gastam R$ 39 mil com impulsionamento de conteúdos nas redes sociais

Levantamento realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que seis candidatos a deputado estadual na Bahia gastaram, até agora, R$ 39 mil com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. O balanço leva em conta as despesas já declaradas pelos postulantes e revela que, no Brasil, os gastos alcançam R$ 2 milhões. Dentre os baianos, quem mais gastou foi o postulante à reeleição Hildécio Meireles (PSC), que aplicou R$ 22 mil nas ações. Já Ivana Bastos (PSD) e Robinson Almeida (PT) foram os que gastaram menos, com R$ 1 mil cada. Alexandre Aleluia (DEM) aplicou pouco mais de R$ 7 mil.  Completam a lista Diego Coronel e Rogério Andrade Filho, ambos do PSD, com R$ 5  mil e R$ 3 mil, respectivamente. Os demais candidatos baianos ainda não declararam gastos com impulsionamento.

Em todo o Brasil, 238 candidatos utilizam a estratégia. Na disputa para a Presidência da República, o montante declarado com ações nas redes sociais foi de R$ 50 mil. Candidatos aos governos dos estados declararam gastos que somam R$ 650,2 mil. Nenhum baiano.

Alerta ligado
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) questionou a demora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) em julgar um processo que suspendeu a rejeição das contas de 2012 do deputado federal Luiz Caetano (PT), ex-prefeito de Camaçari. A decisão do TCM foi em 2015, mas o parlamentar conseguiu, no TJ, uma liminar favorável a ele no mesmo ano. Em ofício enviado à Justiça Eleitoral, o TCM cita um conflito de competências no TJ e diz que o relator, desembargador Maurício Kertzman, só colocou a ação em pauta em 2017, quando fixou competência para um juizado especial. “Passados mais de 18  meses, o processo ainda não foi julgado. Dele apenas consta a designação de  audiência para 20 de setembro de 2018”, diz o ofício, assinado pelo presidente do TCM, Francisco Netto.

Outro aviso
No mesmo ofício, o TCM diz ao TRE que o ex-prefeito João Henrique (PRTB),  candidato a governador, teve quatro contas rejeitadas, entre 2009 e 2012. A Corte informa que foi cassada pelo TJ a liminar que  suspendia a decisão que rejeitou as contas do ex-prefeito referentes a 2009. Com isso, João Henrique pode ser considerado inelegível novamente.

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