Amantes de fuscas fazem carreata beneficente em Narandiba

Encontro marcou 'inauguração' de fusquinha após se envolver em grave acidente

“Já me ofereceam R$ 30 mil, mas eu não vendo meu fusca por nada”. A afirmação é do comerciante Joselito Oliveira Santos, de 30 anos, que organizou ontem um encontro para comemorar a própria vida e a reconstrução do seu fusca 1995 após se envolver em um acidente. O carro, no qual ele havia investido mais de R$30 mil, deu perda total. Josa, como é conhecido, então convocou os amantes do fusquinha para doarem alimentos não perecíveis a instituições de caridade. A carreata seguida de exposição aconteceu na manhã deste domingo no bairro de Narandiba.

Cerca de 60 fuscas de Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas e São Francisco do Conde compareceram ao evento. Teve até feijoada para os participantes. O evento, realização do grupo “Fustang”, um dos seis grupos de fusca de Salvador, foi foi marcado pela reinauguração do fusca de Josa, que reinvestiu outros E$12 mil no carro. “Hoje ele tem ar, som, câmera de ré, trava elétrica, alarme, DVD e dá a partida pelo celular”, descreve Josa.

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

A paixão pelo fusca é coisa de família, tanto que o irmão de Josa, que perdeu as duas pernas por conta de uma poliomielite, não só tem um fusca azul 1982 como o dirige. “Com uma prótese eu piso na embreagem e o acelerador é adaptado”, explica  Gilvan Santos, 48 anos. “Esse amor é inexplicável. Não vendo esse carro por dinheiro nenhum”.

O fusca mais velho da exposição, fabricado em 1974 e também azul, pertencia a Josenaldo Ferreira Costa, 30 anos. Ele também diz que a paixão é de família. “Meu irmão que era doido por fusca. Bastou eu entrar em um que me apaixonei também”. Os integrantes do grupo Fustang se reunem todas às terças-feiras no estacionamento do Wallmart da avenida ACM e às quartas-feiras em Narandiba.

(Foto: Almiro Lopes/CORREIO)

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