“Rui está bem avaliado, mas acredito na mudança”

Para Geraldo Júnior, o apoio de ACM Neto a Zé Ronaldo será “fundamental”. “Neto é hoje a maior liderança política de oposição na Bahia"

O secretário municipal de Trabalho, Esportes e Lazer (Semtel) e vereador licenciado Geraldo Júnior (SD) admitiu que o governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT) é favorito para vencer as eleições deste ano, mas disse acreditar que haverá uma “renovação política” no estado. “Rui Costa está muito bem avaliado aqui na cidade e no estado. Só que nós acreditamos no processo de mudança. Zé Ronaldo foi quatro vezes prefeito de Feira de Santana e ninguém é testado quatro vezes. Ele ganhou as eleições no primeiro turno”, afirmou, em entrevista à Rádio Câmara Salvador.

Para ele, o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a Zé Ronaldo será “fundamental”. “Neto é hoje a maior liderança política de oposição na Bahia. […] Ele é o grande timoneiro não só na capital, mas em todo interior do estado. Você pode observar que as aspirações de Zé Ronaldo – a quem respeito – no interior é uma quando tem ACM Neto e é outra na ausência do ACM Neto. Em algumas aspirações no interior do estado em que ACM Neto não se fez presente, não tinha o calor humano, não tinha a predeterminação das pessoas e a espontaneidade”, avaliou.

Geraldo Júnior negou que ausência de Neto na disputa eleitoral enfraquece a oposição. Ele acredita que a candidatura de Zé Ronaldo vai decolar a partir de hoje, quando começa o programa eleitoral na televisão e na rádio. “São dois grandes instrumentos que vão funcionar nestas eleições: as redes sociais e o horário político”, pontuou. “Tenho certeza que as pessoas vão conseguir diferenciar a participação do programa político quem é água quem é vinho. Quem tem mais conhecimento e quem tem menos conhecimento”, afirmou.

O secretário criticou a “falta de conteúdo” entre os candidatos a presidente, que, segundo ele, ficou demonstrado nas entrevistas ao Jornal Nacional. Geraldo Júnior entende que a população ainda está desinteressada no pleito porque há uma “rejeição natural em função do desgaste” aos políticos. O titular da Semtel afirmou, ainda, que a Copa do Mundo poderia deixar um legado maior à Bahia. “Ficou a ausência de um contexto prático do que a Copa do Mundo representou para o Brasil e do que a Copa do Mundo ficou para a nossa cidade. Qual a conceito e entendimento que a Copa do Mundo deixou para as crianças, jovens e adultos? O que ficou? Absolutamente nada”, afirmou.

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