Suspeito de morte de ex-assessor é solto após novo interrogatório

Luciano Pinho da Silva, 36, se entregou à polícia na madrugada do dia 21

Preso por suspeita de participação na morte do ex-assessor parlamentar Michel Batista de Sá, 35 anos, o motorista Luciano Pinho da Silva, 36, ganhou liberdade no final da manhã desta segunda-feira (27). A informação foi confirmada pela Polícia Civil.

Luciano se entregou à polícia na madrugada do dia 21, após ter sua foto divulgada pela Polícia Civil, que investigava se o suspeito havia participado do crime, junto com Gabriel Bispo dos Santos, 22 – que é considerado foragido da Justiça. Michel foi sequestrado, torturado e morto no dia 16 deste mês.

Michel foi sequestrado, torturado e morto (Foto: Reprodução)

Conforme o advogado de defesa de Luciano, Joel Mendes, embasaram o pedido de soltura: uma declaração da empresa em que o motorista trabalha, além de um registro sobre as saídas da van dirigida por Luciano no dia 16. Conforme o documento, Luciano esteve à serviço da empresa de 8h às 18h.

O suspeito foi interrogado nesta segunda, no prédio da Polícia Civil, na Piedade, onde reafirmou que não tem envolvimento com o crime, e sequer conhece Gabriel. A polícia chegou até Luciano porque o carro dirigido por Gabriel no dia do crime, um HB20, estava em nome do motorista.

A defesa de Luciano, no entanto, já havia afirmado que o veículo, que já foi de propriedade do rapaz, havia sido vendido há pelo menos dois anos a uma outra pessoa, mas que por “motivos burocráticos” ainda não havia sido transferido de nome.

Joel contou que durante o interrogatório, que começou por volta de 11h, investigadores do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP), fizeram uma pesquisa com o auxílio do e-mail de Luciano, que forneceu a senha do endereço eletrônico.

“Por meio do GPS, viram que ele não estava nos locais mapeados pela polícia, onde teria ocorrido o crime. A Polícia Civil, então, entendeu que Luciano é, de fato, inocente e ele foi liberado”, pontuou o advogado.

Joel disse que após entregar os documentos – a declaração da empresa e o registro da van que Luciano dirigia -, a defesa pediu novo interrogatório. “Estava marcado para a sexta-feira passada [dia 24], mas acabou acontecendo só hoje. Luciano saiu de lá por volta do meio dia, bastante abalado”, contou. Luciano passou seis dias preso na carceragem da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV).

Ainda segundo Joel, o cliente não é mais investigado. “A condição dele era de investigado até ele ser liberado hoje. Esse ato de liberação, por parte da autoridade policial, indica que a investigação não mais tem interesse nele”.

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