Salvador já recebeu pelo menos 100 refugiados

Aqui em Salvador, também existe uma ação para ajudar os imigrantes que estão em Roraima

O processo de interiorização dos imigrantes refugiados da Venezuela pode acontecer de duas maneiras. É o que explica o padre Manoel Filho da Paróquia Ascensão do Senhor, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), e coordenador da Pastoral de Turismo, que tem prestado assistência em Salvador aos refugiados venezuelanos que chegaram à capital baiana.

“Existe a forma feita pelo governo e a forma voluntária. Aqui em Salvador, temos apenas imigrantes que vieram por essa forma espontânea. A gente só sabe quando eles se aproximam, principalmente através das redes sociais, onde temos grupos de venezuelanos que moram por aqui”, contou padre Manoel.

Segundo ele, em Salvador, existem pouco mais de 100 refugiados que foram identificados pela Paróquia. Recentemente, uma família formada por quatro pessoas, sendo duas crianças, chegou depois de passar por Roraima, Manaus, Belém e pelo Peru.

Para que a interiorização seja feita pelo governo federal, acrescentou o padre, é preciso que os governos estaduais e municipais ofereçam vagas em albergues ou outras formas de moradia que possam receber os imigrantes.

A ONG Cáritas Brasileiras, da Igreja Católica, integra o processo de interiorização feito pelo governo federal. Segundo a assessora nacional de Migração e Refúgio da ONG, Juliana Sangoi,   já foram interiorizados 820 venezuelanos em todo o Brasil. Desse total, 100 deles foram para o Nordeste: 69 para o estado de Pernambuco e 45 para a Paraíba.

“A gente só sabe quando eles se aproximam, principalmente através das redes sociais”, padre Manoel Filho, da Paróquia Ascensão do Senhor, no Centro Administrativo da Bahia (CAB)

A Cáritas está preparando um novo projeto, denominado Pana, para integrar mais 1.200 refugiados em seis estados do país. Segundo a também assessora nacional de Migração e Refúgio da ONG, Cristina dos Anjos, a previsão é que essa nova iniciativa comece em setembro e que sejam encaminhados 200 imigrantes para cada um dos seis estados, sendo eles: Brasília, Recife, Paraná, Santa Catarina, Manaus e São Paulo.

Aqui em Salvador, também existe uma ação para ajudar os imigrantes que estão em Roraima com doação de alimentos não-perecíveis, materiais de higiene pessoal e roupas. Segundo a professora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e venezuelana Cristina Lizana, existem cinco pontos de coleta dessas doações na cidade: na Paróquia do CAB, nas unidades da Universidade Católica do Salvador (UCSal) de Pituaçu e da Federação, Unifacs da Paralela e no Instituto de Matemática da Ufba, em Ondina.

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