Convenção oficializa hoje Zé Ronaldo ao governo

Oposição demorou quase quatro meses para definir chapa desde que José Ronaldo foi anunciado

O ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM) será oficializado hoje, em convenção estadual do DEM, o candidato do partido ao governo do estado. Hoje, o democrata também anuncia oficialmente a chapa completa, com a vice, e os dois postulantes ao Senado, Jutahy Magalhães Jr (PSDB) e Irmão Lázaro (PSC). A convenção acontece no Hotel Fiesta, no bairro da Pituba, em Salvador, a partir das 9 horas. A oposição demorou quase quatro meses para definir a majoritária desde que José Ronaldo foi anunciado pré-candidato ao Palácio de Ondina em 7 de abril, um dia depois do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), anunciar que não renunciaria o posto para disputar o governo. Neste ínterim, os oposicionistas viveram momentos tensos sobre a presença ou não do deputado Irmão Lázaro na chapa. A polêmica só foi encerrada nesta semana após Jutahy recuar e aceitar o cantor-político.

O tucano era contrário ao evangélico integrar a composição com receio de perder votos para o aliado. Ele avaliaria que, se a eleição fosse hoje, seriam eleitos o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e o social-cristão. No entanto, diante da pressão do PSC, que chegou ameaçar lançar candidatura avulsa de Lázaro, Jutahy quebrou a resistência e topou o colega de Câmara na majoritária.

Se persuadir o parlamentar do PSDB a aceitar o cantor-político foi uma tarefa difícil para José Ronaldo, a missão de encontrar um vice para a chapa também foi árdua. O aspirante ao Palácio de Ondina recebeu três “nãos” de políticos cotados ao posto. O primeiro foi do próprio Irmão Lázaro, que foi convidado para ser o vice, mas disse que a meta era ser postulante à Câmara Alta do Congresso Nacional. Além dele, a ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Eliana Calmon (Rede), também recusou com a alegação de que não tinha interesse de voltar para o campo político neste momento.  A ex-cantora da banda Cheiro de Amor, Carla Visi (PV), rejeitou a proposta com o argumentou de que estava estudando mestrado em Portugal.

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