Festival Salvador Jazz reúne shows gratuitos no Rio Vermelho

Bixiga 70, Saravá Jazz Bahia e Pirombeira fazem parte do evento que acontece neste sábado (4)

Quem dita o tom do 3º Festival Salvador Jazz é o encontro. Aquele de um amigo com o outro que está à espera do show, aquele do público com o artista e até dos próprios artistas com colegas de profissão. Afinal, a proposta do evento gratuito que acontece, neste sábado (4), no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, é reunir atrações de diferentes estilos no mesmo palco.

A bigband paulista Bixiga 70, por exemplo, volta a Salvador para uma dobradinha com a cantora paulista Tulipa Ruiz. O coletivo baiano Rumpilezzinho se apresenta com a cantora Gilmelândia. O sexteto Saravá Jazz Bahia, o grupo Pirombeira e o SSA – Som Soteropolitano Ambulante também fazem parte da programação do evento, realizado pela prefeitura, que celebra a música coletiva e instrumental cheia de balanço e improvisação.

Com nove pessoas no palco, o Bixiga 70 faz seu primeiro show gratuito em Salvador. No repertório dançante, músicas que misturam raízes brasileiras com funk, afrobeat, reggae e soul. “Tocar na praça para uma cidade que tem a música como elemento importante da cultura, por si só já é uma delícia. Só aproxima as pessoas da música. Desde o começo, a gente se propôs a celebrar a coletividade. Num espaço aberto? Melhor ainda”, comemora o saxofonista e flautista do Bixiga, Cuca Ferreira, 47 anos.

Antes de encontrar Tulipa Ruiz para interpretar cerca de cinco músicas do repertório da cantora pop que é “membro da família” e por quem “temos amor e respeito infinitos”, o Bixiga vai mostrar em primeira mão seu recém- lançado disco Quebra-Cabeça (Deck). Resultado de um processo de composição cada vez mais coletivo, o quarto álbum da banda domina boa parte do show que dura aproximadamente uma hora. “Mas, se o público quiser, a gente toca mais”, garante Cuca, bem-humorado.

Coletividade
A música é, de fato, a anfitriã. Quem for ao festival, portanto, vai encontrar os elementos de matriz africana que aparecem na percussão e nos sopros do Rumpilezzinho, coletivo regido pelo maestro Letieres Leite e formado por jovens de 15 a 25 anos. E ainda a releitura de mestres como Duke Ellington (1899-1974), Moacir Santos (1926-2006) e Tom Jobim (1927-1994), interpretados pelo Saravá Jazz Bahia.

Nos intervalos dos shows, o SSA – Som Soteropolitano Ambulante costura o encontro entre amigos com clássicos da world music. E quem arremata a celebração é o Pirombeira, grupo que venceu duas das quatro principais categorias do Prêmio Caymmi de Música 2017. “Com a música e qualquer outra arte, a gente se questiona todos os dias como ser humano, ser social. Questiona para se melhorar, se aprofundar em temas pessoais e coletivos”, reflete Aline Falcão, 31, responsável por teclados, sanfona e voz do Pirombeira.

O evento, continua Aline, é mesmo uma forma de encontrar uns aos outros. “O encontro é uma das coisas mais ricas que nós artistas temos em nosso caminhar. Talvez a música, em especial, proporcione isso. Pessoalmente, uma das coisas mais ricas de ser músico é encontrar pessoas, trocar ideias, informações, conhecer outras realidades… É muito rico, uma das coisas mais potentes de transformação”, convida.

Programação
17h30: Saravá Jazz Bahia
18h45: Pirombeira
20h: Rumpilezzinho convida Gilmelandia
21h15: Bixiga 70 convida Tulipa Ruiz

Serviço
Festival Salvador Jazz
Onde: Largo da Mariquita (Rio Vermelho)
Quando: Sábado (4), a partir das 17h30
Entrada gratuita

Compartilhar