Marca forte do The Voice Brasil, baianos Brown e Ivete voltam como técnicos

Reality musical estreia nesta terça-feira (17) com novidades; confira entrevistas com os técnicos baianos

Sentados nas icônicas cadeiras vermelhas, eles parecem estar em casa. Brilham ainda mais e levam as raízes baianas sempre consigo. Quem os vê ali, nas telinhas da TV Globo, não imagina que ele teve uma infância difícil no Candeal e que vendia lelê, pastel, picolé e sonho para ajudar a família. Muito menos que ela precisou vender roupas e quentinhas para se  sustentar.

Com a carreira mais do que consolidada, os cantores baianos Carlinhos Brown, 55 anos, e Ivete Sangalo, 46, confessam que já realizaram seus maiores sonhos e hoje são exemplos para muita gente. Os amigos de longa data estão no time da sétima temporada do The Voice Brasil, que estreia terça-feira (17), e se destacam pela relação com a música.

“Sou uma mulher de muita sorte. Nunca planejei tudo isso. Muito amor gera uma energia e eu devo muito a isso”, declarou Ivete, durante coletiva de lançamento do programa, que aconteceu na última semana, no Rio de Janeiro. Ivete entrou no The Voice ano passado: primeiro, ela foi jurada da versão Kids, de janeiro a abril, e depois participou da sexta temporada do adulto, de setembro a dezembro.

Carlinhos Brown acredita que é visto como exemplo por baianos e negros
(Foto: Raquel Cunha/TV Globo)

A baiana declarou que não tem uma estratégia no reality. “Não existe uma estratégia para a emoção. Não sei quem está cantando, de onde vem, nem como está vestido. Não sei a história dessa pessoa, mas, se está me tocando, não quero nem saber, eu vou virar a cadeira”, disse.

Brown, técnico em todas edições do The Voice (inclusive nas temporadas Kids), acredita que a competição oportuniza e iguala todos. “Não apenas abre portas para as minorias, mas há uma ação de coesão familiar. As famílias sempre se reúnem para assistir a esse programa. E a gente passa por todo país antes de chegar aqui”, destacou.

Michel Teló, Ivete Sangalo, Lulu Santos e Carlinhos Brown: técnicos da sétima temporada do The Voice
(Foto: Raquel Cunha/TV Globo)

Para ele, o programa é mais uma oportunidade de mostrar o que faz há anos. “Posso ser diferente para quem me vê agora, mas sempre fui dessa forma. Muita gente me via como uma cara louco, e até drogado, porque foi a imagem que ficou de um cantor brasileiro, negro, rastafári, de que ele estava sempre fora dos padrões. Sempre fui muito seguro, e por isso sempre me desafiei, e continuo me desafiando”, afirmou. O artista está planejando uma exposição de suas pinturas em Madri, ainda sem data.

Os baianos se juntam aos técnicos Lulu Santos e Michel Teló para escolher qual será a próxima voz brasileira. O vencedor leva um prêmio de R$ 500 mil e um contrato com a Universal Music.

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