ARTIGO: A velha guarda ainda dorme

Por Thimoteo Oliveira

Faltam 114 dias para as eleições majoritárias e continuamos percebendo que os políticos, ou mais precisamente a velha guarda brasileira, ainda vive como se estivéssemos em 2002. Seguindo um manual ultrapassado que contém preocupações básicas com o nível do marqueteiro que será contratado, tempo de TV e Rádio, acordos partidários, discursos com o mesmo tom do politicamente correto, permanecem na rotina dos políticos de carteirinha.

Desde do início de 2018, poucos acordaram e compreenderam a renovação da mídia. Atualmente, os brasileiros tem utilizado com maior eficiência os recursos promovidos pela internet. Plataformas como Youtube, que apresentam vídeo-aulas de história política, valores e até explicam ideologias aos que até então estavam completamente perdidos no campo da opinião, hoje sabem qual espectro ideológico tem o seu candidato ao Palácio do Planalto.

Nos Estado Unidos, durante as eleições de 2016, a pré-candidata, Hillary Clinton, acabou caindo no mesmo tipo de manual roteirizado que a levou ao fracasso, contrariando até os mais “sérios institutos americanos de pesquisa eleitoral”. Milhões que sempre foram gastos com o mesmo politicamente correto, serviram para consolidar o fracasso do partido democrata.

No Brasil, vemos o mesmo enredo: Velhos candidatos em um sono profundo, sonhando com comícios em praças lotadas, propagandas com o mais puro requinte e um discurso politicamente correto, que fez a diferença um dia.

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