Rui chama acusação contra Lula de ‘historinha do Papai Noel’

Para o gestor estadual, Lula permanece como líder nas pesquisas presidenciais, porque o povo não acredita nos crimes atribuídos ao ex-chefe do Palácio do Planalto

O governador Rui Costa (PT) chamou, ontem, de “história do Papai Noel” a acusação do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso triplex, que levou a condenação em segunda instância e à prisão do petista. Para o gestor estadual, Lula permanece como líder nas pesquisas presidenciais, porque o povo não acredita nos crimes atribuídos ao ex-chefe do Palácio do Planalto. “Está liderando porque o povo tem a convicção de que o Lula está preso não porque cometeu uma irregularidade. Até porque ninguém disse até agora qual foi a irregularidade que Lula cometeu. Aquela história do apartamento é a mesma historinha do Papai Noel. Ninguém acredita naquilo. O povo está convencido de que Lula está preso porque querem impedir que ele seja candidato. Por isso, que o povo continua votando nele”, afirmou Rui Costa, em entrevista à imprensa, durante a cerimônia de autorização do início de obras de macrodrenagem no Dique do Cabrito.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no final de semana, Lula tem 30% das intenções de votos. Em seguida, aparecem Jair Bolsonaro (PSL), com 17%, e Marina Silva com 10%. Para o governador, se a candidatura do petista à Presidência for indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Judiciário vai ficar em “descrédito” com o povo. “Se não for resolvido isso, boa parte da população vai passar a ter descrédito do sistema judicial, porque alguns membros da Justiça, para não generalizar, passaram a fazer militância partidária”, pontuou.

Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro no caso triplex após o Ministério Público Federal oferecer uma denúncia na qual argumentava que o ex-presidente era o verdadeiro dono do apartamento, que fica em Guarujá, em São Paulo. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS, como a instalação de um elevador privativo, eram parte de pagamento de propina da empreiteira a Lula por tê-la favorecido em contratos com a Petrobras.

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