Taxistas fecham saída de veículos do ferry em protesto pela regularização de apps

Taxistas fecham saída de veículos do ferry em protesto pela regularização de apps

Um grupo de taxistas fechou por volta das 10h desta quinta-feira (07) a saída de veículos no ferry-boat no terminal de São Joaquim, em Salvador. O objetivo do ato é para pressionar as autoridades municipais a aprovarem o projeto de lei a respeito da regulamentação de transportes por aplicativo em Salvador.  Os taxistas só permitiram a passagem de ambulâncias.

A Internacional Travessias Salvador, administradora do sistema Ferry-Boat,  informou que o ato finalizou por volta das 10h30 quando os taxistas deixaram o local.

De lá, ocupando duas faixas, os profissionais saíram em direção ao Palácio Thomé de Souza, onde esperam ser atendidos por algum representante da prefeitura. Os taxistas ficaram parados ocupando as três faixas da Avenida Jequitaia, na saída do Terminal, sentido Comércio. Os outros veículos precisaram desviar da carreata.

O secretário de Mobilidade Urbana, Fábio Motta, em conversa com a reportagem nesta quarta-feira (6) revelou que o projeto será enviado ainda no mês de junho à Câmara Municipal de Salvador (CMS).

A assessoria do órgão informou que durante a próxima semana vão acontecer reuniões com as duas categorias, mas que não nenhum encontro está marcado em agenda para esta quinta.

Segundo o representante da Associação Geral dos Taxistas da Bahia (AGT), Dennys Paim, a ideia é que a carreata possa pressionar as autoridades para que as próximas reuniões não sejam canceladas, como aconteceu nesta quarta, quando, por questões de segurança, o encontro foi suspenso já que motoristas de aplicativos  compareceram à sede da Semob, em Amaralina, onde Mota receberia os taxistas.

“Os municípios possuem o poder de regulamentar o serviço para que os aplicativos sejam limitados e taxados, assim como nós somos”, diz Dennys.

Ainda de acordo com ele há, em Salvador, 7.290 táxis, com 4 mil auxiliares, em contrapartida, há mais de 30 mil motoristas de aplicativos rodando pela cidade.

“O que queremos é concorrer com ele de uma forma legal. Não é justo que a nossa categoria seja cobrada, taxada e fiscalizada enquanto isso os motoristas dos aplicativos como o Uber e o 99 pop circulem sem nenhuma exigência”, completa Dennys.

O motorista José Conceição, 51, taxista há 12 anos diz que, desde que os aplicativos chegaram em Salvador, sua renda diminuiu e sua jornada de trabalho aumentou.

“Antes dessa crise (econômica) e da chegada dos aplicativo eu ganhava até R$4 mil. Agora, não tiro mais que R$2 mil. Tenho que trabalhar muito para conseguir, e ainda sim continuo pagando revisão e cumprindo todas as obrigações”, desabafa.

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