Varejo baiano teve perdas de 50% em fim de semana da greve dos caminhoneiros

A greve que não acabou
Superado o impacto iniciada greve dos caminhoneiros nas estradas brasileiras, o diagnóstico do governo era de que uma semana depois a situação estaria superada. Não é bem assim. Mesmo que se relevem a queda nas vendas do varejo, do turismo na movimentação dos shoppings e os contratos de exportação e importação que deixaram de ser honrados, entre outras coisas. Enfim, o retrato do caos que o Brasil passou para o mundo. O movimento atual, que deve impactar até no resultado do PIB deste ano, vai deixar marcas duradouras. Os dois ultimos governos que enfrentaram situações do tipo foram o de Fernando Henrique e Dilma Rousseff, em 1999, 2013 e 2015. FHC, no segundo dia de paralisação, colocou o exército nas estradas. Dilma, em 2013, optou por abrir processos para investigar o locaute (quando as greves são coordenadas pelos patrões). Em 2015, foi abatida pelo processo de impeachment. Mas em nenhum destes casos a paralisação tomou as proporções atuais. Temer demorou, vacilou e, depois de tudo, cedeu. Deixou escancarado o caminho das pedras para outros movimentos do tipo.

Varejo baiano
A Linx, especialista e líder em software de gestão, identificou queda de 50% das vendas do varejo baiano no final de semana marcado pela paralisação dos caminhoneiros. A análise foi baseada na emissão de nota fiscal eletrônica (NFC-e) de quatro dos principais segmentos em que a empresa atua. A queda foi a segunda maior do país, que teve uma perda média de 38% nos dias 26 e 27 de maio, em relação ao fim de semana anterior. Só no Rio Grande do Sul, com 51% de perdas, o resultado foi pior.

Otimismo mantido
O primeiro trimestre deste ano foi considerado pior que o esperado por 34,8% das agências de publicidade da região Nordeste, em comparação ao trimestre anterior. Para 34,7% da agências, o último trimestre de 2017 foi melhor, contra 30,5% que acharam que foi igual ao período anterior. Os dados são da pesquisa VAN Pro (Visão de Ambiente de Negócios em Agências de Propaganda), realizada pela Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro), em parceria com o Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro-Bahia). A média Brasil se mantém praticamente inalterada, com um bom índice de otimismo (47,4% esperando melhora, 35,8% prevendo uma situação igual ao 1º trimestre e apenas 16,9% com expectativa pessimista).

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