Prefeito de Londres quer banir anúncios de fast-food no metrô

A obesidade infantil, que afeta 40% das crianças entre 10 a 11 anos em Londres e foi apontada pelo prefeito da capital inglesa, Sadiq Khan, como uma “bomba relógio”, é o principal argumento da Prefeitura local para pedir o banimento de propagandas de fast-food no metrô e nos ônibus da cidade.

A proposta de Khan, anunciada ontem, é de proibir anúncios de comida com alto teor de gordura, sal ou açúcar nos transportes públicos de Londres. O prefeito londrino também estuda um projeto para impedir a abertura de novas unidades de fast-food a menos de 400 metros de uma escola. “A obesidade infantil em Londres é uma bomba relógio, e quero agir”, disse.

Segundo dados oficiais da municipalidade de Londres, quase 40% das crianças de 10 e 11 anos da cidade têm sobrepeso.

A Associação de Publicidade do Reino Unido logo se pronunciou sobre o assunto e respondeu ao prefeito que já existe uma lei proibindo anúncios de alimentação em locais onde a audiência infantil é superior a 25%. “A experiência internacional e pesquisas independentes mostraram que proibir a publicidade teria pouco impacto nas causas sociais mais amplas que tratam da obesidade”, disse um porta-voz da associação em entrevista à BBC, nesta sexta-feira, 11.

No entanto, esta não é a primeira investida de Londres contra os fast-foods. Em 2012, a Assembleia Legislativa da cidade tentou, em vão, retirar propagandas da Coca-Cola e do McDonald’s do patrocínio dos Jogos Olímpicos de Londres, que aconteceu entre julho e agosto daquele ano. À época, alegou que as Olimpíadas que recebe atletas não deveria ser usada por empresas que fabricam produtos com altos índices calóricos, como refrigerantes e hambúrgueres.

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