Manifestantes protestam a favor da instalação do BRT em Salvador

Grupo fez caminhada pelas avenidas Juracy Magalhães e ACM

Um grupo de pessoas a favor do BRT (Bus Rapid Transit) de Salvador protesta pela implantação do modal, nesta segunda-feira (11). Os manifestantes saíram em caminhada da Avenida Juracy Magalhaes, em frente ao Mercado do Rio Vermelho, em direção ao Parque da Cidade, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, desde as 9h.

De acordo com o ambientalista Djalma Bispo, diretor institucional da Unidunas, o objetivo do ato era defender os benefícios que o BRT deve trazer para a cidade.

“Estamos naturalmente defendendo a implantação porque ele não é um maleficio, pelo contrário. O BRT está trazendo um transporte mais célere, onde o passageiro vai ter mais facilidade pra chegar na sua casa. O BRT não vai favorecer só a comunidade de Amaralina, Nordeste, Vasco da Gama ou Vale da Muriçoca. Ele traz benefício para toda cidade”.

Organizador do protesto, Djalma mora em Pau da Lima. Usuário do metrô, ele diz que o BRT não vai competir com o outro modal.

“É um instrumento integrativo”,diz Djalma.

Durante o protesto, os participantes seguravam cartazes e faixas com dizeres como: “Você que não quer o BRT deixa o carro em casa e vá de buzu”, “BRT é para Salvador andar melhor” e “Só rico e mauricinho é contra”.

Saiba mais 
Segundo o secretário municipal da Mobilidade, Fábio Mota, a escolha do percurso foi justamente o de uma região que representa o maior ponto de origem e destino de passageiros que usam o transporte público na cidade. De cada dez viagens, sete têm como origem ou destino essa região. Só nas avenidas Vasco da Gama, Juracy Magalhães e ACM circulam 340 mil pessoas por dia nas 68 linhas convencionais de ônibus. “Trata-se de uma região  que necessitava de um transporte de massa mais avançado, com maior capacidade e conforto do que os ônibus convencionais. Essa região sofre ainda com engarrafamentos e problemas de mobilidade, assim como de alagamento”.

O sistema terá capacidade para transportar até 31 mil pessoas por hora – cada ônibus articulado pode acomodar até 170 passageiros. Os coletivos terão comprimento máximo de 23 metros e vão operar até a 40 km/h. No caso dos alagamentos,  o problema deve ser solucionado com investimentos em macro e microdrenagem nas vias.

Compartilhar