Entidades do comércio falam em prejuízos após manifestação

'É inaceitável que tais atos provoquem a interdição das principais vias da capital', diz nota

Depois de mais uma manifestação que travou o trânsito na Avenida ACM, nesta quarta-feira (11), entidades representativas do comércio e da agricultura no estado divulgaram uma nota, “para chamar a atenção do poder público e da sociedade para os prejuízos à cidade do Salvador decorrentes de manifestações ideológicas como a que ocorreu na quarta-feira e a que está programada para essa sexta-feira (13)”.

Ato travou trânsito (Foto do Leitor)

A nota é assinada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), a Associação Comercial da Bahia (ACB), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador (CDL), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas da Bahia (FCDL) e a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb).

Nessa quarta (11), motoristas subiram em calçadas e canteiros, para fugir do engarrafamento, e a Transalvador multou um minitrio e uma Topic por bloquearem o trânsito na via. O protesto foi contra a prisão do ex-presidente Lula – a CUT tem programados novos atos até domingo.

“Deixamos claro que não somos contrários a qualquer tipo de manifestação pública, entretanto defendemos que o direito de ir e vir do cidadão soteropolitano deve ser preservado. É inaceitável que tais atos provoquem a interdição das principais vias da capital, em pleno horário comercial, impedindo o funcionamento dos estabelecimentos, causando prejuízos para empresários, profissionais liberais e a sociedade em geral”, escreveram as entidades, que pediram ainda “uma melhor coordenação para essas manifestações” por parte do poder público.

A CUT confirmou, nesta sexta, às 10h, uma Sessão Especial em solidariedade a Lula, na Assembleia Legislativa da Bahia, no CAB, e às 17h, um Ato Ecumênico na Igreja Nossa Senhora do Rosário, no Largo do Pelourinho.

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