Mercado de segundo imóvel no litoral norte mantém alta mesmo na crise

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Seja para alugar para terceiros ou fazer uso pessoal em veraneio, a viabilidade de um segundo imóvel sempre volta à cena em feriadões, como no Carnaval, quando o retorno do investimento revela-se ainda mais satisfatório. De acordo com a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), nos últimos dois anos, esse nicho de mercado tem tomado fôlego, sobretudo no litoral norte baiano, que vem inovando em infraestrutura para não perder espaço com a crise.

A entidade destaca empreendimentos de casas, loteamentos e apartamentos em condomínios fechados entre as localidades de Busca Vida (no município de Camaçari, a aproximadamente 50 quilômetros de Salvador) e Baixio (Esplanada, a 144 quilômetros da capital baiana). Os preços de venda do m² variam de R$ 5,5 mil e R$ 9 mil.

A empresária lojista Nalva France, que há 30 anos possui uma casa de praia em Jauá, alugou mais uma vez o imóvel para quem preferiu fugir do agito da Folia de Momo. “Tenho a casa desde quando meus filhos ainda eram bebês e acho que é sempre uma boa opção de investimento tanto para relaxar com a família ou mesmo para quem deseja alugar”, diz a empresária, que só lamenta não poder mais aproveitar o imóvel “tanto quanto gostaria”.

Mais infraestrutura

Para tornar a casa ainda mais atraente, tanto para inquilinos, quanto para a família e amigos, Nalva investiu, no segundo semestre do ano passado, na construção de uma piscina. O novo equipamento na casa da empresária é mais um reflexo do perfil atual do cliente dos empreendimentos no litoral norte, mais exigente em opções de lazer, segundo a Ademi-BA.

“O mercado está entendendo que é preciso oferecer mais que uma casa de veraneio, pois os novos compradores querem consumir experiências de vida”, diz Cláudio Cunha, presidente da entidade. Ele ressalta que os empreendimentos estão se adaptando para oferecer mais estrutura, num ciclo que deve movimentar a economia local. “Um caminho já estabelecido e destinado ao êxito”, frisa.

De olho no filão, até mesmo as construtoras e incorporadoras que não vendem casas, mas apenas os terrenos, apostam na oferta de infraestrutura de lazer, nos chamados condomínios-clube. É o caso do empreendimento Reserva Sauipe (em Sauipe), que marca o retorno da Odebrecht Realizações (OR) ao segmento de lotes, com padronização da construção das casas pelos próprios compradores, a partir de normas previamente acordadas em contrato, que determinam o número máximo de dois pavimentos, por exemplo. Os lotes variam de 450 m² a 963 m².

O lazer está assegurado com piscina de borda infinita, piscina infantil, deck molhado, área fitness, lounge gourmet, salão de festas, espaço kids e píer, além de quadras de tênis e futevôlei, campo de futebol society e pista de cooper. “A diversificação dos empreendimentos desenvolvidos na região é decorrente das necessidades dos clientes”, diz o diretor-superintendente da OR no Nordeste, Eduardo Pedreira. Ele destaca ainda a maior liquidez dos lotes e a vantagem de construir o imóvel no tempo mais propício para os clientes.

Não faltam opções para quem prefere ter a casa ou apartamento entregue pela construtora. Dentre os empreendimentos já em construção, destacam-se o Ponta de Inhambupe (Baixio), Alto do Imbassaí (em Imbassaí), além do Residencial Alto da Constância e o Village das Acácias (ambos em Praia do Forte).

“Hora certa”

Para o coordenador comercial da Santa Helena Empreendimentos, Eduardo Gonçalves, o momento é ideal para quem quer investir no segundo imóvel. “Embora a crise não tenha afetado mais fortemente este segmento, ela acabou contribuindo para melhores condições de negociação, mesmo no caso de empreendimentos voltados para os clientes de maior poder aquisitivo”, diz.

A construtora é responsável pelo Village das Acácias, na Praia do Forte. Com entrega iniciada há três anos, o empreendimento passou pelo momento mais crítico da crise e, ainda assim, está 80% vendido, restando poucas unidades disponíveis. “Além da infraestrutura de lazer (clube exclusivo com piscinas, quadra de tênis, academia, espaço gourmet e salão de festas), ofertamos mais área de terreno, diferentemente dos empreendimentos imprensados”, explica. São 80 apartamentos, com duas suítes ou três quartos, e 40 mil m² de terreno.

Diante da valorização da região, Nalva France diz que só vende a casa de 30 anos de Jauá se for para comprar outro empreendimento. “Talvez um village”, revela, sem abrir mão de um segundo imóvel no litoral norte.

 

EMPREENDIMENTOS NO LITORAL NORTE
Alto do Imbassaí – 40 unidades nascentes, com duas suítes e infraestrutura de lazer, incluindo ‘carro de golfe’ para transporte interno. Em Imbassaí (Mata de São João), da Jequitibá Construtora
Alto da Constância – 27 casas de 195 m², com opção de três e quatro suítes, com infraestrutura de lazer e carrinho elétrico. Na Praia do Forte (Mata de São João), da MGA Engenharia, que está em pré-lançamento de mais dois empreendimentos: um em Imbassaí e outro na Reserva Sapiranga, também na Praia do Forte
Ponta de Inhambupe – 238 unidades, entre apartamentos de dois e três quartos e casas. Projeto inclui infraestrutura completa de lazer, centro comercial, restaurantes e quiosques. Em Baixio (Esplanada), da Prima Empreendimentos
Village das Acácias – 80 apartamentos com duas suítes ou três quartos com infraestrutura de lazer completa. Na Praia do Forte, da Construtora Santa Helena. Já entregue, mas com unidades ainda disponíveis

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